Diferente da economia, bolsa precisa apenas alimentar expectativas para virada

Março 21, 2009

Por Roberto Altenhofen Pires Pereira, InfoMoney.

O fantasma de aprofundamento da crise agora dá lugar a uma perspectiva de recuperação, ao menos para quem acompanha o mercado. Perspectiva embasada ou mera torcida, o fato é que as economias sempre se recuperam dos períodos negativos, só não se sabe quando. Como os mercados antecipam os movimentos da economia, seu ótimo desempenho nos últimos dias sugere que o período mais grave da crise pode estar aos poucos se dissipando.

O sinal partiu lá de fora, dos bancos. A confiança demonstrada por instituições como Citigroup, Bank of America, JP Morgan e Barclays fez muito barulho no mercado, seja pela importância do setor financeiro, seja porque partiu dele o primeiro indício de problemas.

Quem tem maior contato com a economia real, com a situação do mercado de trabalho e da produção industrial, ainda não vê motivos para esta ligeira mudança de humor do mercado. No Brasil, a melhora do ânimo é refletida no comportamento da bolsa de uma semana para cá, mas passa longe do lado real.

 

O exemplo da indústria

Os bancos domésticos – sobretudo os maiores – parecem não ter sentido tanto os problemas importados, diferente da indústria. Esta ainda é dependente do fluxo de capital externo, das exportações; até por isto segue divulgando indicadores negativos, ainda que o Brasil seja uma economia com baixo grau de abertura. Os dados industriais do quarto trimestre são exemplo. Mas dados de vendas de automóveis no início do ano apontam que parte do problema foi superado.

Em relatório do Crédit Agricole, o economista Vladimir Caramaschi explica que o desastre da indústria em dezembro foi típico de um processo de acúmulo de estoques. Estas vendas do setor automotivo mostram que se pode esperar recuperação considerável da indústria, “pelo simples fim do ciclo de estoque”.

Por outro lado, Caramaschi alerta para não se superestimar este movimento. A indústria produtora de bens de capital dá claro sinal negativo. Em geral, este segmento trabalha por encomendas e não costuma apresentar ciclos de estoque. “A queda neste setor reflete o forte abalo na confiança das empresas e a piora nas condições de financiamento, o que está provocando o cancelamento e adiamento de projetos de investimento”, ressalta.

 

Recuperação já este ano?

O caso da indústria doméstica prova que uma recuperação concisa depende de muitos fatores, é difícil de se pontuar. Lá fora, o otimismo que ronda o início de ano do setor financeiro sustenta a mudança de humor. Um dos maiores especialistas em crises econômicas do mundo, o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke já muda o tom de seu discurso.

“Acho que nos estabilizaremos, e veremos o final dessa recessão provavelmente neste ano. Veremos a recuperação começar no início do próximo ano”, afirmou em entrevista à rede de televisão CBS. Seu argumento todo gira em torno da confiança de melhoria da situação para os bancos. “A história ensina que você não consegue uma recuperação econômica sustentável enquanto o setor financeiro estiver em crise”.

 

Lado importante

À primeira impressão, um sinal isolado dos bancos dos Estados Unidos parece muito pouco para se acreditar em virada. De fato é, mas sua importância é inegável. De um jeito ou de outro, o setor financeiro apresenta forte correlação com o movimento de praticamente toda a economia, de todos os setores produtivos. Se houvesse de aparecer apenas um sinal, bom que seja dos bancos, que equilibram excedentes de recursos com necessidades de financiamento corporativo.

A demonstração de confiança destas instituições, até o momento, não passa de demonstração de confiança. Ainda assim, ganha força a cada dia, a cada instituição que se une ao coro iniciado pelo Citi. É certo que a crise em algum momento vai passar, mas deste breve sinal de melhora nos bancos até uma retomada sustentável da demanda, da produção, do mercado de trabalho, ainda há tempo.

 

Para o mercado basta

Esquecendo um pouco a economia real e lembrando que a bolsa trabalha nas expectativas, dá para entender este bom desempenho das ações recentemente. 

“Se, no meio do segundo trimestre desse ano, essa expectativa (ou esperança?) permanecer viva, é muito provável que os mercados acionários e moedas emergentes passem por uma vigorosa recuperação, mesmo se a economia real estiver passando seu pior momento”, afirma o estrategista-chefe do Crédit Agricole Brasil.

Para a economia real, alguns fatores básicos ainda precisam mostrar vigor além destes breves sinais de confiança. O fato é que o mercado irá antecipar qualquer movimento. Para ele, basta esta expectativa permanecer viva.


What is a depression?

Março 13, 2009

Por Calculated Risk

It seems like the “D” word is everywhere. And that raises a question: what is a depression? Although there is no formal definition, most economists agree it is a prolonged slump with a 10% or more decline in real GDP.

Yesterday I heard an analyst say that a 10% unemployment rate is a depression. But the unemployment rate peaked at 10.8% in 1982, and that period is usually not considered a depression. 

Some people argue the duration of the economic slump defines a depression – and the current recession is already 15 months old. That is longer than the recessions of ‘90/’91 and ‘01. The ‘73-’75 recession lasted 16 months peak to trough, and the early ’80s recession (a double dip) was classified as a 6 month recession followed by a 16 month recession (22 months total). Those earlier periods weren’t “depressions”, so if duration is the key measure, the current recession still has a ways to go.

 

Here is a graph comparing the decline in real GDP for the current recession with other recessions since 1947. Depression is marked on the graph as -10%.

gdpdeclines

Q1 2009 is estimated at a -7.0% decline in real GDP (Seasonally adjusted annual rate). This will push the cumulative decline (peak to trough) to about 3.4%.

Even though the current recession is already one of the worst since 1947, it is only about 1/3 of the way to a depression (assuming a terrible Q1).

To reach a depression, the economy would have to decline at about a 6.6% annual rate each quarter for the next year.

 

The second graph compares the current recession (estimated through Q1 2009) with the more severe recessions of the last century.

gdpdeclines2

Note that the data is annual for the pre-1947 economic slumps.

The Great Depression saw real GDP decline 26.5%.

The post-WWII recession lasted 8 months and saw real GDP decline 13%. This decline in GDP was due to winding down the war effort – something that was celebrated – and is excluded when analysts call the current slump the “worst since the Great Depression”.

I still think a depression is very unlikely. More likely the economy will bottom later this year or at least the rate of economic decline will slow sharply. I also still believe that the eventual recovery will be very sluggish, and it will take some time to return to normal growth.

As I noted last weekend, business cycles have a typical pattern (see Business Cycle: Temporal Order). Housing and personal consumption usually lead the economy out of recession – and both of these areas will probably be slow to recover this time. 

The following table and text are an excerpt from the previous post. The table shows a simplified typical temporal order for emerging from a recession. 

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This business cycle there are reasons that housing will not be a significant engine of recovery. It is possible – see Looking for the Sun – that new home sales and housing starts will bottom in 2009, but any recovery in housing will probably be sluggish.

That leaves Personal Consumption Expenditures (PCE) – and as households increase their savings rate to repair their balance sheets, it seems unlikely that PCE will increase significantly any time soon. So even if the economy bottoms in the 2nd half of 2009, any recovery will probably be very sluggish.

At least we know what to watch: Residential Investment (RI) and PCE. The increasingly severe slump in CRE / non-residential investment in structures will be interesting, but that is a lagging indicator for the economy.

(1) In recent recessions, unemployment significantly lagged the end of the recession. That is very likely this time too.

 
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Situações de sobrevenda extrema

Março 13, 2009

Por Sandor Tucakov Caetano, blog Giuoco Piano Trading

Não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro estamos vivenciando uma situação de extrema sobrevenda, existem milhares de maneiras de dizer se o mercado está ou não sobrevendido, mas é claro que nenhuma delas é capaz de dar os pontos exatos de entrada e saída do mercado.

Como estou acostumado utilizar um indicador de curtíssimo prazo para tomar minhas decisões de compra e venda eu já aproveitei e testei o caminho contrário, ou seja, o que acontece se meu indicador aponta uma sobrevenda e continua fazendo isso por X dias.

O gráfico abaixo ilustra os resultados:

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Como é possível perceber no curto prazo (até 3 dias) o retorno médio diário é maior quanto mais dias permanecemos em território sobrevendido, sendo que em “0” teríamos a média dos retornos Bovespa no período. São resultados bem interessantes principalmente para períodos de perdas extensas.

Em termos práticos, imagine um investidor que utiliza osciladores para sua tomada de decisão no curto prazo (até 1 semana) após uma, duas ou até 3 operações perdedoras o perfil de risco retorno fica extremamente favorável para operações compradas.

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The Little-Guy Economy

Março 11, 2009

Por Jill Priluck.

Small, nimble firms are thriving in the downturn.

Acesse a matéria no The Big Money


O próximo apagão financeiro

Março 11, 2009

Por Paulo Rabello de Castro.

Os “spreads” nos mercados dão indicação de um próximo choque financeiro, de proporções semelhantes ao abalo sofrido após a quebra do Lehman Brothers. Se o novo apagão acontecer, será um duro golpe nas previsões dos chamados “otimistas de vento”, que insistem em projetar uma recuperação em “V” da economia americana. Os números mais recentes do desemprego nos EUA – mais 650 mil dispensados apenas em fevereiro – tornam fantasiosas as expectativas de uma reversão rápida do quadro geral de piora.

As autoridades americanas tentam, agora, abortar os efeitos aparentes da crise. O julgamento dos primeiros 60 dias de Obama é duro por dois motivos principais: o tamanho do problema e a natureza do abalo com que estão lidando. A equipe do novo presidente herdou um colossal erro de diagnóstico de Paulson, o ex-secretário do Tesouro de Bush, e de Ben Bernanke, chefe do Fed. Ao considerar o problema dos bancos como essencialmente uma “crise dos créditos sub-prime”, o verdadeiro problema de solvência, advindo de classes múltiplas de ativos problemáticos, foi solenemente ignorado. Nisso o Fed perdeu parte da credibilidade, quando seus ativos e passivos saltaram em 100% durante 2008, para cerca de U$$ 2 trilhões, em sucessivos socorros bilionários a bancos e não-bancos.

O novo plano do secretário do Tesouro, o novato Tim Geithner, conseguiu uma proeza a mais: provou aos mercados que o tamanho do problema era, de fato, de vários trilhões de dólares, e que o governo Obama não tinha idéia clara de como lidar com a avalanche por acontecer! Isso foi um mês atrás. Desde então, a confiança dos investidores, que já era quase zero, embicou de vez, jogando fumaça sobre o anúncio do outro plano de Obama, seu pacote de “estímulos” de U$$ 878 bilhões,
com o qual o novo presidente pretende sustar a onda de desempregos. Senadores republicanos falam hoje em “deixar os grandes bancos quebrarem” para proteger os contribuintes de ruinosas e aparentemente inúteis operações de socorro.

Infelizmente, o tremor financeiro mundial aconteceu em ambiente de negação. O governo Bush pedalou sua saída de cena, deixando a Obama a batata fumegante. A questão crucial, neste momento, não é só o tamanho do problema, senão também a natureza do abalo. A sincronização planetária da crise gera ondas de impacto através das retrações sucessivas da demanda mundial por exportações. Nunca houve, em período que se tenha notícia, tal eliminação conjugada de gastos de consumo e investimento. Essa característica é totalmente nova, contrariando os otimistas de vento que viam China e demais BRICs, inclusive nós, como os sustentadores da demanda cadente no âmbito do G7. Como não há fórmula keynesiana para os EUA se livrarem da retração geral, os governos vão gastar o dobro ou o triplo para conseguir metade do efeito esperado. Todos se voltam para o encontro do G20, dia 2 de abril em Londres, mas ainda não se sabe de uma única idéia para se por em prática no dia seguinte, ajudando a recompor a confiança.

Por isso, a economia mundial continuará convivendo com números muito desalentadores. O Brasil, bem defendido inicialmente, não escapará de uma deterioração lenta e progressiva, importada dos demais. Chega a ser chocante, neste cenário de perigos, a absoluta alienação dos políticos em Brasília, que se esgrimam por vagas em arranjos de supostas candidaturas a 2010, numa economia tão prejudicada em sua trajetória de crescimento nos dois anos finais de Lula. Talvez apenas o abalo sísmico, um apagão geral, possa fazer os líderes da pátria amada despertarem de sua própria escuridão.


The urge to merge

Dezembro 3, 2008

Por Economist.com

Mergers and acquisitions could boom again next year

LIKE every other business activity nowadays (except bankruptcy-advisory work) merging and acquiring companies (M&A) is in a deep slump. Last week BHP Billiton, a mining giant, withdrew from its planned hostile acquisition of Rio Tinto. This is part of a trend of corporate grooms abandoning their would-be wives at the altar. According to Thomson Reuters, that takes the total value of cancelled mergers so far in this quarter to $322 billion, a two-year high and almost as much as the value of completed mergers in this quarter ($362 billion).

Another study, by UBS, found that one-third of the deals announced in America this year have been terminated before consummation. And the number of proposals is down overall this year. Worldwide, the value of mergers and acquisitions completed so far in 2008 is $2.8 trillion, down by 27% from the same time last year.

Shares in Rio Tinto plunged by 37% after BHP withdrew its offer, which suggests it was a wise decision to pay whatever break-up fees it will incur. The general plunge in share prices will cause many bidders to rethink offers that seemed reasonably priced only a few months ago.

Although BHP had secured the necessary debt—a luxury available to few would-be bidders now—it was concerned that taking it on would worry its investors, especially given the uncertainty about when credit markets will be liquid enough to allow existing debt to be refinanced. Moreover, to please antitrust regulators, BHP would have had to sell off various bits of the combined business, and in the current climate it had no confidence that it would be able to find buyers (at least not at anything resembling a decent price). Since calling off the acquisition, the price of insuring BHP against default has fallen sharply.

There is now speculation that two other multi-billion dollar deals will be called off. The acquisition of BCE, a Canadian telecoms giant, by private-equity firms seems in extreme peril, following “preliminary” comments by its auditors that the amount of debt the buyers intended to impose on the firm would render it insolvent. Roche, a big drugs firm, insists it will complete its $43.7 billion acquisition of Genentech, but this claim is being met with growing scepticism.

That is now. But what will happen when confidence returns to the financial markets and good deals can get funding? At current share prices, attractive targets abound. Industry troubles will likely make private-equity firms more enthusiastic sellers than buyers, creating a big opportunity for companies to do “strategic” M&A—buying their weaker rivals, cutting costs and so forth. This was much harder when private equity could borrow as much as it wanted and so pay often daft prices.

At the same time, the economic downturn will make weaker firms more willing to accept offers than they were in good times. Jumping into bed with a strong suitor is a more appealing prospect than lonely bankruptcy.

In short, when the M&A business re-opens, which, given the speed of mood changes in financial markets, may be sooner than the current gloomy consensus thinks, it will be a buyer’s market. Do not be surprised if many buyers are those firms that recently called off their proposals, only to find themselves delighted to rekindle an old flame.


Interessado em dividendos? HSBC lista dez maiores yields esperados para este ano

Dezembro 3, 2008

Por InfoMoney.

Em seu relatório mensal de top picks publicado na última segunda-feira (1), a HSBC Corretora divulgou uma lista das empresas que possuem os maiores yields estimados para 2008, visando os investidores que focam suas aplicações na busca por distribuição de proventos.

Praticamente consenso entre os especialistas, focar as aplicações em papéis de empresas que possuam uma boa política de distribuição de dividendos pode ser uma boa pedida em períodos de maior turbulência do mercado, como o atual.

 

Cenário macroeconômico

Neste sentido, a instituição destaca a volatilidade observada novembro, aquém em relação a outubro, mas acima da média histórica do VIX (Volatility Index). Ressaltam-se também as inúmeras tentativas do Estado de apaziguamento do mercado, como as medidas do Federal Reserve nos EUA e as intervenções cambiais pelo Banco Central do Brasil.

“Os investidores estrangeiros, motivados por resgates massivos, foram forçados a vender, sem considerar o que os fundamentos poderiam indicar. Portanto, acreditamos que a principal força por trás da atual desaceleração no mercado brasileiro é motivada por fluxos ao invés de fundamentos”, analisa Alexandre Gartner, economista-chefe das pesquisas do banco, acerca da saída de capitais da Bovespa.

Por conta desta nova realidade, muitos investidores estão à procura de ativos mais defensivos, com empresas que possuem bons históricos de distribuição de seus lucros.


Confira a lista:

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(1)Estimativas Thomson

(2)Estimativas HSBC


Redundância Volátil

Dezembro 1, 2008

Por Sandor Tucakov Caetano, no blog Giuoco Piano Trading.

Semana passada foi uma semana interessante para o investidor Brasileiro que conseguiu ver uma forte recuperação do mercado. O que acontece é que o mercado continua bem mais volátil do que estávamos acostumados a ver nos últimos 7 anos e esta alta volatilidade tem persistido por um tempo já. A implicação disto ocorre diretamente nos modelos de controle de risco que deveríamos adotar para controlar nossas posições no mercado.

Pensando em um sistema mecânico de investimentos teríamos alguns possíveis cenários a serem contemplados com essa volatilidade. Um deles seria o de que o número de “whipsaws” (movimento de uma ação em uma direção – geralmente adversa a nossa posição – e depois sua rápida recuperação) para aqueles que trabalham com stops mais apertados. Além disso, estes investidores também testemunharam uma série de movimentos adversos na forma de “slippage” (Diferença entre o preço do stop e o preço executado na operação) pois tem sido comum observarmos aberturas maiores que 2%, então, em um dia em que os ativos abrem com uma diferença de uns -5% em relação a abertura alguém que tinha seus stops a -2% ou é executado imediatamente (perdendo 5% ao invés de 2%) ou fica com uma ordem morta em um preço que o ativo não mais irá negociar no curto prazo.

Outro cenário seria o daqueles que trabalham com o tamanho de suas operações baseado na volatilidade, então quanto mais volátil o mercado menos se arrisca e vice versa. Este tipo de modelo pode simplesmente invalidar algumas operações que teriam que ser bem pequenas para comportar tamanho aumento na volatilidade tornando-as caras do ponto de vista de custos – um investidor que possuía um modelo que o mandava investir 10.000 com volatilidade moderada iria investir somente 5.000, e o peso dos custos de transação em cima de 5.000 é bem maior o que tira um pouco o viés do investidor.

 

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Então, você ainda espera que a China salve o mondo?

Novembro 18, 2008

Por Samuel Ramos, Clube Vienna Blog.

 Sim, eu sei que os dados trimestrais do Partidão Chinês dizem que a economia deles cresceu 9% nos últimos 12 meses, número um pouco menor que os 10,4% anunciados ao fim do primeiro semestre.

Também sei que muitos analistas contam com eles para salvar o mondo da recessão, sobretudo aqui no Braziu, importante fornecedor de matérias-primas utilizadas na produção manufatureira da China.

Porém, é preciso ter em mente o conceito estabelecido por Benjamin Disraeli quando avaliamos os números divulgados pelo Partidão: “existem mentiras, mentiras malditas e estatísticas”.

Dois indicadores, por exemplo, parecem dizer muito mais que os números oficiais: são eles o BDI (Baltic Dry Index, vide glossário) e os dados recentes sobre a geração de energia elétrica naquele país:

 

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Baltic Dry Index:

      Compre um sorvete, ganhe um frete transoceânico

 

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Geração de energia elétrica (electricity output) na China:

Maior queda em uma década

 

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Vienna Investidor – Edição Inaugural

Novembro 18, 2008

Vienna Investidor – Download

 

Relatório disponível no Clube Vienna seção Downloads


Vale Falls as Santander Cuts Share Estimate on Global Outlook

Novembro 18, 2008

By Paulo Winterstein, Bloomberg.

Nov. 17

Cia. Vale do Rio Doce, the world’s biggest iron-ore producer, fell to the lowest this month after Banco Santander SA cut its forecast for the U.S.-traded shares by half because of a “more challenging” global outlook.

Rio de Janeiro-based Vale dropped 4.1 percent to 23.50 reais in Sao Paulo trading at 10:22 a.m. New York time. The American depositary receipts fell 2.8 percent to $11.15 in New York.

Vale’s ADRs will likely trade at $18 each at the end of 2009, wrote analyst Felipe Reis. That’s a 55 percent cut from his previous estimate of $40 for the ADRs.

“We are adjusting our estimates for Vale in order to reflect the more challenging scenario in the commodities market,” Reis wrote in a note. The cut takes into account ”the significant global economic slowdown,” he wrote.

Merrill Lynch & Co. today cut its 2009 economic growth forecast for Brazil to 2.9 percent, from a previous estimate of 3.1 percent, as scarcer credit and the lagging effect of monetary tightening weigh on consumer demand. Britain’s biggest business lobby said the U.K. slump may be deeper than earlier predicted and Japan entered its first recession since 2001.

Iron-ore contract prices, at records after six years of gains, may halve next year as demand from China slumps, Australia & New Zealand Banking Group Ltd. said today in an e-mailed report. Goldman Sachs JBWere Pty, UBS AG and Macquarie Group Ltd. have lowered forecasts for iron ore since October.


Exportação de carne bovina para a Rússia caiu pela metade

Novembro 18, 2008

Por Alvaro Gribel, Blog da Miriam Leitão.

A crise financeira que atingiu em cheio a Rússia respingou por tabela nos exportadores de carne bovina do Brasil. As exportações para o país em outubro simplesmente caíram pela metade porque os compradores russos não conseguiram finalizar as compras já contratadas.

Segundo relatório da Scot Consultoria, em setembro foram enviadas 64,33 mil toneladas equivalente de carcaça para a Rússia e em outubro o volume caiu para 32,15 mil toneladas.

Para se ter uma idéia de como a Rússia é um mercado importante para a carne bovina do Brasil, um quarto de tudo que é exportado é destinado aos russos. Como eles ficaram com dificuldade de crédito, forçaram renegociações de preços com os exportadores brasileiros.

- Os russos disseram que não tinham condições de pagar e como ficava mais caro ou até mesmo impossível trazer de volta a carne que já havia sido despachada, os exportadores brasileiros foram obrigados a reduzir preços das mercadorias – explicou a consultora Maria Gabriela Tonini.

A redução pela metade no volume de carne exportada para a Rússia provocou uma diminuição na mesma proporção no faturamento obtido com estas vendas. Enquanto em setembro o faturamento com as exportações atingiram US$ 204,08 milhões, em outubro o valor ficou em US$ 103,67 milhões.

Acesse o blog da Miriam Leitão.


Economy Shifts, and the Ethanol Industry Reels

Novembro 5, 2008

Por KATE GALBRAITH, NYTimes.com.

As producers of ethanol navigate a triple whammy of falling prices for their product, credit woes and volatile costs for the corn from which ethanol is made, an economic version of “Survivor” is playing out in the industry.

Last week, VeraSun, one of the nation’s largest ethanol producers, announced that it had filed for bankruptcy protection after its bets on the price of corn turned out to be wrong — and costly.

Several other small producers have filed for bankruptcy this year, and construction plans for several Midwestern ethanol plants have been postponed or shelved. Shares in the handful of publicly owned ethanol companies have mostly been slumping all year. Aventine Renewable Energy and Pacific Ethanol, for instance, have both lost more than 80 percent of their value since the beginning of the year.

While producers pin their hopes on rising government mandates for the use of ethanol, analysts who follow the industry voice concerns that more companies could go under. They expect a wave of consolidation to sweep the ethanol business once the credit crisis eases.

Ian Horowitz, an analyst with Soleil Securities, said that he was particularly worried about BioFuel Energy, an ethanol maker. The company, based in Denver, is low on cash and has had problems similar to VeraSun’s, losing $46 million when commodity-price hedges turned out badly.

“Like the airlines, sometimes one goes in, the others run to go in, too,” said Mr. Horowitz, speaking of bankruptcy protection.

BioFuel Energy’s shares have fallen to 57 cents, from a high of $7.75 in January. The company did not respond to requests for comment.

Archer Daniels Midland, the agribusiness giant that is one of the largest ethanol producers, reported higher overall profits on Tuesday — but recorded a sharp drop in operating profit for its corn processing unit, which includes ethanol production. The company, which also announced a new $370 million investment in Brazilian ethanol made from sugar cane, is far more diversified than its smaller competitors who are focused on ethanol.

Nowadays, gasoline sold at many stations nationwide includes about 10 percent ethanol, with a few stations in the Midwest selling an 85 percent ethanol blend. Many politicians have embraced ethanol as a way to court farmers and because it is produced domestically. Most research suggests that corn ethanol offers modest benefits in lowering emissions of climate-altering greenhouse gases, though production of ethanol has contributed to rising food prices.

The federal government began mandating the use of ethanol in a 2005 energy bill, setting off a building boom in ethanol plants. A 2007 energy bill substantially raised the quotas, which will require 10.5 billion gallons of ethanol next year and 12 billion gallons in 2010.

Energized by strong government support and a profitable year in 2006, the industry redoubled its building spree. High gasoline prices also encouraged refiners to use more of the cheaper ethanol over the past year. In August, nearly 50 percent more ethanol was produced than a year earlier, and many more plants were on the drawing boards.

But then ethanol companies got a rude shock: corn prices hit record highs this summer after the Midwestern floods. That made ethanol more expensive to produce. Fearing that prices would go even higher, some producers — including VeraSun, BioFuel Energy and Glacial Lakes Energy, a South Dakota farmers cooperative — entered into contracts intended to protect them if corn prices rose.

“We were hearing $8, $9, $10” a bushel, said Jim Seurer, the interim chief executive of Glacial Lakes. “We sought protection from that.”

But after the fields dried and it became clear the nation would have a good corn harvest, the market turned again. Companies that had locked in around $7 and above were stuck watching corn fall to $4 a bushel.

In a statement last month, Mr. Seurer’s company reported “significant margin and hedging losses due to the sharp downturn in the price of corn.”

Fewer than 10 of the country’s ethanol plants have stopped operating, according to Matt Hartwig, a spokesman for the Renewable Fuels Association, an industry group. But construction times have slowed and some plants in the planning stage have been halted.

Falling ethanol prices have compounded the squeeze on producers. These roughly track gasoline prices, and are down by nearly 40 percent since June, despite a recent uptick.

On top of all that came the credit freeze, which hurt companies that needed operating loans. With companies’ share prices falling, it became difficult to raise investment capital, too. VeraSun, for example, sought to issue 20 million shares to raise money, but that failed and it was forced to file for bankruptcy protection.

A few months ago Glacial Lakes, the South Dakota cooperative, failed in its efforts to obtain financing from a group of banks, including some Wall Street lenders, Mr. Seurer said. It is asking its members — many of them farmers — for $11.3 million more to cover operational costs.

Ethanol “has been hit much harder than most other industries,” said Kevin Calabrese, an analyst at Argus Research, citing the volatility in corn and natural gas prices, the two main inputs for making ethanol.

The credit crisis will also prevent consolidation that otherwise would be expected in a hobbled industry, experts say.

“The industry should be consolidated — I think everybody believes that,” said Mr. Horowitz of Soleil. “But who is going to finance anything right now, let alone a very low-margin business that doesn’t look like it’s going to get better in the near term?”

Some are more optimistic, in part because of lower corn prices.

“The future of the industry looks very bright,” said Ronald H. Miller, president and chief executive of Aventine, citing the rising federal quotas for producing ethanol.

But he characterized the current environment as “choppy.” Aventine lost about $30 million earlier this year on certain securities, and recently delayed construction on a Nebraska plant to stretch its cash.

VeraSun, whose 14 operational plants account for 13 percent of the nation’s ethanol production capacity, announced on Tuesday that it was indefinitely delaying construction of a new plant in Minnesota, its second plant in that state to be delayed. VeraSun hopes to emerge from bankruptcy as an intact company, but it is possible the company will be sold off in pieces.


Ethanol, a troubled fuel

Novembro 4, 2008

Once pitched as the potential saviour of America’s energy squeeze – ethanol is having a bad time of late.

In the latest sign the fuel may not be the answer to US dependence on foreign oil, VeraSun Energy – one of America’s largest ethanol producers – has filed for Chapter 11 bankruptcy.
According to the WSJ, VeraSun made bad bets on the corn market over the summer as grain prices reached record highs, which resulted in significant losses for the company.

The ethanol sell-off has much to do with the corresponding fall in gasoline prices, currently trading at a negative spread to oil prices. This means it’s largely unprofitable for refineries to produce. And with gasoline plunging ever deeper into the so-called negative crack, the economics are getting worse by the week says Olivier Jacob of Petromatrix.

US-produced ethanol has had other problems too. For one, the fuel needs to be hauled by truck or rail separately because its organic nature corrodes existing gasoline pipeline networks. This made it a troublesome fuel to deal with.

Secondly, the associated squeeze in corn prices, is no longer there supporting ethanol prices. The latest figures from the US Department of Agriculture (USDA) showed corn demand from ethanol actually fell by 100m bushels to 4 bn bushels, while demand for corn is also suffering because of the general US slowdown.

 

Ethanol Futures:

2711

Corn Futures
:

2709

With all the negative sentiment surrounding ethanol, it’s no surprise to see Bloomberg reporting on Monday that Goldman Sachs has dropped coverage of ethanol makers completely. According to the news agency analysts Arjun Marti (of oil super-spike fame) and Amil Mody cited the bankruptcy of VeraSun as one of the reasons for the move:

“We continue to believe the outlook for ethanol producers is challenged,’’ the analysts said in the note. “We believe this weak margin environment, coupled with the financial difficulties of producers, will keep downward pressure on ethanol shares.’’

With the fundamentals looking so weak, the role of government subsidies is now increasingly likely to come into question. US presidential candidate John McCain has already made it known he is not a fan of the aid, which amounts to some $3.5 bn a year.

Barack Obama, who can thank a surprise win in Iowa – home to America’s ethanol industry – for kickstarting his campaign, sees things rather differently.

 

Postado no Blog Alphaville do Financial Times


Goldman Hedge Fund Crushed

Novembro 4, 2008

What’s $1 billion between friends?

FT: One of Goldman Sachs‘s flagship hedge funds, run by two of the Wall Street bank’s most talented traders, has lost close to $1bn since its launch in January in further evidence of the crisis facing the industry.

Goldman Sachs Investment Partners, which was hailed in January as one of the biggest hedge fund launches, raising more than $6bn, has told investors that it had lost $989m by September. It said the fund was down about 13 per cent in the third quarter. Year-to-date performance fell about 15.5 per cent in the year to September.

And, no, you can’t have the rest of your money back:

GS Investment Partners, which imposed a two-year lock-in at launch and has a strong bias towards equities, is managed by Raanan Agus and Kenneth Eberts, former heads of proprietary trading desks at Goldman.

The fund was launched after a poor year for the bank’s quantitative, or computer-driven, hedge funds which were hit hard in August 2007 forcing the bank to inject $3bn to rescue its Global Equity Opportunities fund.

More than half of GS Investment Partners’ losses in the third quarter was from its investments in commodities, basic materials, metals, mining, energy and agriculture. But like many multi-strategy funds diversified across equity, credit markets and convertible bonds, GS Investment Partners was hit hard by losses on convertible bonds – debt instruments that can convert into equity. It said returns from the convertible asset class had been “abysmal”.

 

Postado no blog Clusterstock


Volatilidade

Novembro 4, 2008


record-volatility

 

Postado no blog Lucrando na Bolsa


Itaú x Unibanco

Novembro 3, 2008

Itaú e Unibanco anunciam associação de suas operações financeiras

Novembro 3, 2008

Por Nathália A. Terra Pereira, InfoMoney.

O Itaú (ITAU4) e o Unibanco (UBBR11) unificarão suas operações financeiras de modo a formar o maior conglomerado bancário da América do Sul. A informação foi divulgada pelas empresas em comunicado enviado ao mercado na manhã desta segunda-feira (3).

De acordo com a nota, a associação contemplará uma reorganização societária que resultará na migração dos atuais acionistas do Unibanco mediante incorporação de ações para uma companhia aberta a ser denominada “Itaú Unibanco Holding”.

O controle da nova instituição será compartilhado entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings. A transação, no entanto, ainda depende de aprovação formal por parte do Banco Central. Segundo a nota enviada, as duas instituições já vinham mantendo negociações sigilosas ao longo dos últimos 15 meses.

 

Relação de troca

As ações ordinárias do Unibanco e da Unibanco Holdings pertencentes a acionistas não controladores serão substituídas por ações ordinárias da nova instituição financeira, de acordo com uma relação de troca de 1,1797 de papel existente para um papel novo. Por sua vez, cada 1,7391 fração de unit do Unibanco dará origem a um papel do Itaú Unibanco Holding.

Já a relação de troca das ações preferenciais do Unibanco e da Unibanco Holdings será de 3,4782 ações existentes para um novo papel. Por fim, cada 0,17391 GDR (Global Depositary Receipt) do Unibanco dará origem a uma ação do novo banco. Confira a tabela com as relações de troca:

Mudanças societárias

No atual momento, o Banco Itaú possui 54,4% de seu capital controlado pelo mercado, ao passo que os 45,5% restantes cabem à Itaúsa. Já o Unibanco tem 58,3% de seu capital detido pela Unibanco Holdings, que por sua vez, possui 67,1% de suas ações no mercado e os 32,9% restantes pertencentes ao Grupo Moreira Salles.

Se de fato aprovada, a transação promoverá mudanças profundas no quadro societário das instituições envolvidas. O Itaú Unibanco Holding terá 50,6% de seu capital no mercado, 18% detido pela Itaúsa e 26% controlado pela IU Participações, companhia que será a grande controladora da nova instituição surgida pela associação entre o Unibanco e o Itaú.

A IU Participações terá 66% de seu capital nas mãos da Itaúsa, enquanto que os 33% restantes ficarão a encargo dos controladores do Unibanco.


Lucro da Exxon Mobil avança acima do esperado, mas produção cai 8,2%

Outubro 30, 2008

Por Giulia Santos Camillo, InfoMoney.

Em linha com o que tem sido apresentado na temporada de resultados das grandes petrolíferas internacionais, a Exxon Mobil registrou avanço expressivo em seus indicadores operacionais do terceiro trimestre, superando a estimativa dos analistas. 

No período em questão, o lucro da maior petrolífera do mundo deu um salto de 58%, totalizando US$ 14,8 bilhões, ou US$ 2,86 por ação. No terceiro trimestre de 2007, a companhia havia reportado ganhos de US$ 9,41 bilhões, ou US$ 1,70 por ação.

No mesmo sentido, a receita da companhia subiu 35%, fechando o trimestre em US$ 137,7 bilhões, impulsionada pelos recordes atingidos pela cotação do petróleo no mercado internacional em julho.

 

Queda na produção

“Os fortes resultados no terceiro trimestre de 2008 demonstram o sucesso contínuo da nossa proposta de negócio disciplinada”, comemorou o presidente da empresa, Rex W. Tillerson. Segundo ele, os resultados do período em questão incluem os impactos dos furacões que atingiram o Golfo do México, sendo que grande parte das operações já está normalizada.

Do lado negativo, cabe ressaltar a empresa registrou uma queda de 8,2% na produção de petróleo, a maior desde pelo menos 1997. Dessa forma, a produção atingiu 3,6 milhões de barris por dia, o menor patamar desde que a Exxon comprou a Mobil, em 1999.

Apesar dos resultados terem superado as expectativas, as ações da Exxon Mobil abriram em queda no pregão de Wall Street, com desvalorização de aproximadamente 1%.


A “Grande Depressão” começou há 79 anos

Outubro 25, 2008

Por Andrea Ornelas,  swissinfo postado no blog Dinheiro Incrível

Dia 24 de outubro de 1929 foi a “quinta-feira negra” em que começou a pior crise econômica da história mundial.

Naquela época, a Suíça foi cautelosa em suas decisões e a economia resistiu bem nos primeiros meses. No entanto, uma vez instalada a recessão, o país levou mais tempo para se recuperar do que os outros.

Para os mercados financeiros internacionais, o capítulo da crise hipotecária nos Estados Unidos ainda não está encerrado.

Nas bolsas de valores, parece difícil acreditar que os diversos planos de socorro aos bancos anunciados pelos governos da Suíça, Estados Unidos e União Européia (UE) sejam remédios em doses suficientes para o doente.

Na Suíça, depois de o governo anunciar um programa de saneamento dos “papéis podres” do UBS e a recapitalização do Credit Suisse com dinheiro do Catar, a bolsa respondeu com alta de 6,6% no dia seguinte, mas as ações do UBS caíram 4,8%, desafiando a lógica financeira tradicional.

O que acontece? Por enquanto, há mais temores do que respostas.

Por outro, nesta sexta-feira (24/10), faz 79 anos que a queda vertiginosa da Bolsa de Nova York deu início à “Grande Depressão” da economia mundial e desde então esse fantasma nunca tinha sido tão forte como agora nos cinco continentes.

A Suíça é um país completamente distinto do que era há oito décadas. Suas reações, curiosamente, são exatamente as mesmas.

 

Quinta e segunda-feira “negras”

Na quinta-feira, 24 de outubro de 1929, a Bolsa de Nova York caiu 9% em algumas horas. Na segunda-feira seguinte, o choque foi pior com queda de 13% e os das posteriores viram quedas sucessivas até a perda de 90,5% do valor de mercado em três anos.

Os primeiros sinais de alerta tinham começado sete meses antes, em março de 1929, quando reinava uma euforia nas bolsas que não correspondia ao valor real das empresas.

Os especialistas começavam a falar de supervalorização, porém desconheciam ainda o efeito devastador de uma quebradeira geral, porque isso nunca havia acontecido.

Na Suíça, três bolsas operavam simultaneamente em perfeita normalidade: Zurique, Genebra e Basiléia.

Do outro lado do Atlântico, no início de outubro já corria o rumor (fundamentado) de que o Conselho da Reserva Federal (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, se reunia diariamente há duas semanas, o que semeou o pânico entre os investidores que temiam que algo de grave estava acontecendo.

Começou então a venda compulsiva e desordenada de ações e as bolsas despencaram. O presidente dos Estados Unidos era o republicano Herbert Hoover. Na Suíça, o presidente em exercício era Robert Haab, do Partido Radical Democrático (PRD).

 

A “Grande Depressão” suíça

O estudo “A grande crise dos anos 30″, de Jean-Christian Lambelet, professor da Universidade de Lausanne, narra com detalhes a “Grande Depressão” na Suíça.

Como em 2008, em 1929, quando o mundo entrou em pânico, a Suíça simplesmente observou e se manteve à margem de toda decisão tomada nos Estados Unidos e na Europa.

Para os suíços, de fato a crise ainda estava longe. Durante os três anos posteriores a 1929, a economia suíça funcionou com relativa normalidade enquanto os países vizinhos já enfrentavam retrocesso e escassez.

No entanto, quando a recessão atingiu a Suíça (1932), o país levou muito mais tempo para se recuperar do que outros países.

O panorama nos primeiros anos da “Grande Depressão” era o seguinte: os salários tiveram aumentam real de 20% na Suíça (1929-1933); nos Estados Unidos, o aumento foi de 11% e na França 9%. Porém, em 1938, os franceses ganhavam 53% a mais do que em 1929 e os suíços somente 9%.

O desemprego na Suíça foi multiplicado por 10 e foi criado o trabalho em jornada parcial, que não existia antes da crise.

A grande diferença entre a Suíça dos anos 30 e a atual é que naquela época os bancos serviram de apoio à recuperação do crescimento econômico. Desta vez, os gigantes UBS e Credit Suisse são os protagonistas da crise financeira.

 

E as bolsas…

As bolsas são os protagonistas mais vulneráveis do sistema financeiro, uma espécie de barômetro. Em Nova York, Wall Street levou 25 anos para recuperar o valor de mercado que tinha antes de 1929.

As três bolsas suíças (Zurique, Genebra e Basiléia) perderam 35% do valor durante a “Grande Depressão”, porém em todos os casos os mercados de ações reagiram com otimismo aos programas de urgência anunciados pelos governos daquela época.

Em 2008, nada devolve a tranqüilidade às bolsas. O índice Swx da bolsa suíça perdeu 48% de seu valor desde o início da crise hipotecária nos Estados Unidos, 13 meses atrás, quando se soube que o UBS e o Credit Suisse estavam envolvidos.

Isso se deve, segundo o Banco Cantonal (estadual) de Genebra (BCGE), ao fato de que o futuro do UBS – maior banco suíço – não está claro.

“Os grandes investidores que movem as bolsas consideram que ainda virão más notícias e o futuro do UBS ainda provoca temores na comunidade financeira”, explica uma análise publicada dia 20 de outubro.

De acordo com o BCGE, persistirá um otimismo prudente. Porém, o anúncio de que as taxas interbancárias – utilizadas por empréstimos entre bancos – estão caindo é um sinal positivo.

No entanto, o final de 2008 – como ocorreu em 1929 – ainda está longe de esclarecer qual será o desenlace da crise dos subprime e enquanto houver incógnitas, haverá volatilidade.

 

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Vale: resultado surpreendeu positivamente cinco analistas, de seis consultados

Outubro 25, 2008

Por Roberto Altenhofen Pires Pereira, InfoMoney.

Apesar das ações enfrentarem queda na sexta-feira (24), a Vale (VALE5, VALE3) agradou os analistas com seu resultado operacional. De maneira geral, o forte volume de embarques e os efeitos da apreciação cambial foram os tópicos mais destacados pelos analistas consultados. 

De seis pontos de vista diferentes, cinco demonstraram entusiasmo com os números citados; cinco recomendam compra da ação. Somente um destes cinco pesou mais para a cautela.

O balanço da Vale foi marcado por um lucro líquido de R$ 12,433 bilhões, o que representa um crescimento de 167% frente ao mesmo período do ano passado, além de ficar quase três vezes acima da média de projeções. As receitas atingiram recorde e a mineradora ainda anunciou que possui US$ 15,3 bilhões em caixa.

Ao comentar seus resultados, a Vale destacou esta sólida posição financeira e mostrou confiança frente ao período desafiador que a crise expõe à frente. O futuro das operações da Vale figura para os analistas como maior dúvida, pois divide as opiniões. Enquanto o Santander acredita que o quarto trimestre trará balanço ainda melhor, a corretora Brascan vislumbra forte pressão da deterioração das condições macroeconômicas.

 

Prós

Em sua análise, o Unibanco buscou destacar que o volume de embarques e os preços do minério de ferro mais que compensaram a queda do valor do níquel. A participação dos minerais não-ferrosos caiu de 42,2% no terceiro trimestre de 2007 para 25,5% no terceiro quarto deste ano, enquanto que a relativa aos minerais ferrosos passou de 49,0% para 65,8%.

Outro ponto destacado, pelo Banif, diz respeito ao período em questão. O terceiro trimestre sazonalmente traz melhores resultados para a empresa que o segundo quarto do ano. Com todos os principais indicadores superando as projeções do banco, os analistas se referiram ao balanço como “entusiasmante”.

Para a Brascan, uma referência que merece atenção é o incremento de 3,7 pontos percentuais na margem Ebitda – geração de caixa sobre a receita líquida – da empresa, “fruto de um aumento menos do que proporcional nos custos de produção, principalmente através da redução nas compras de níquel de terceiros”, nas palavras da corretora.

 

Contras

Na ponta negativa, o comentário mais cauteloso foi o da corretora Itaú. Mesmo considerando o balanço “levemente positivo”, os analistas destacaram que a restrição na produção siderúrgica deve impactar as operações da companhia, além de acreditarem que as ações das siderúrgicas, no momento, são melhor opção que os ativos da Vale, haja vista que este corte de produção pode sustentar o preço do aço.

A Itaú foi a única instituição das seis que colocou as ações da Vale como “na média do mercado”. Apesar de destacar o crescimento de alguns indicadores operacionais e vislumbrar disputa árdua pelo preço do minério de ferro, o banco suíço UBS avaliou o resultado como “sonoro”, e as ações como “baratas” em relação aos fundamentos que oferece.

 

 


CDS update: “A recessionary mood is setting in”

Outubro 16, 2008

Por Markit’s Gavan Nolan, blog  Alphaville do Financial Times.


Utilities and financials were the only two sectors to tighten today in Europe in another session permeated by pessimism. The latter sector was helped by the Swiss government becoming the latest to unveil a rescue package for banks. UBS will issue SFr6 billion in mandatory convertible notes to the government, giving them a 9.3% stake. So far, the Swiss plan doesn’t not differ vastly from the “Brown” blueprint. But the next stage is a significant departure. UBS will use the proceeds of the Sfr6 billion issue to take illiquid assets off its balance sheet. The government has set up a SFr60 billion fund – or a “bad bank” – that will take troubled assets of banks’ books. The remaining SFr54 billion will be provided as a loan by the Swiss National Bank, which will administer the new bad bank. UBS’ balance sheet will obviously look a lot cleaner after it has offloaded the assets, which will include US and non-US illiquid securities. Unsurprisingly it was the best performer today.

Its rival Credit Suisse had a less enjoyable day in the credit markets. It too announced plans to recapitalise. But it turned down the offer of state assistance in favour of capital from private sector investors and sovereign wealth funds. The bank will raise SFr10 billion from a group of global investors, including the Qatar Investment Authority. Both UBS and Credit Suisse will now have strong capital ratios. But credit investors view the involvement of the state positively in this age, and Credit Suisse spreads private sector solution was greeted less favourably. The basis between the two firms reached its narrowest level since June.

Elsewhere in Europe, there was little to cheer about outside the financial sector. A recessionary mood is setting in, with the number of widening credits in the Markit iTraxx Europe index outnumbering tightening names by 5 to 1. The index itself broke through the 140bp barrier before recovering slightly later in the day. Supermarket chains – often thought of as defensive names – were among the worst performers. The move was indicative of the negative sentiment affecting the market. More illustrious companies, such as luxury goods firm LVMH, also widened sharply.

 

Acesse o blog Alphaville do Financial Times.


Vale assina contrato com Corus para minério de ferro; analistas elogiam

Outubro 16, 2008

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney.

A Vale firmou na última quarta-feira (15) um novo contrato de longo prazo com a Corus UK, garantindo o fornecimento de 63 milhões de toneladas de minério de ferro para a siderúrgica européia nos próximos cinco anos.

Segundo nota divulgada pela mineradora, o acordo é um dos maiores já assinados entre uma empresa de siderurgia e um fornecedor do minério, e está alinhado com o interesse de ambas companhias de “fortalecer ainda mais seu relacionamento”, iniciado em 1947, com a fundação da Vale.

As ações da empresa registraram forte queda no fechamento passado, com baixa de 16,5% para os papéis preferenciais (VALE5), e de 19,05% para os ordinários (VALE3). Os ativos encerraram o dia cotados a R$ 23,13 e R$ 24,49, respectivamente, diante dos temores de uma recessão global.

Ativa elogia contrato
A Ativa elogiou o acordo, que mostra a preocupação de empresas em garantir o fornecimento de minério para os próximos anos, mesmo com muitas incertezas no curto prazo. Ademais, “o volume anual deste contrato equivale à cerca de 4% dos embarques esperados pela Vale em 2008″, aponta.


Shipping Lines Say Tight Credit Cutting World Trade

Outubro 15, 2008

Por Chan Sue Ling, Bloomberg.

Pacific Basin Shipping Ltd., Hong Kong’s biggest dry-bulk carrier, and Precious Shipping Pcl. said demand for moving coal, iron ore and other commodities will fall because banks are guaranteeing fewer loads.

“Letters of credit and the credit lines for trade currently are frozen,” Khalid Hashim, managing director of Precious Shipping, Thailand’s second-largest shipping company, said in Singapore yesterday. ”Nothing is moving because the trader doesn’t want to take the risk of putting cargo on the boat and finding that nobody can pay.”

The lack of letters of credit, in which banks guarantee payment for merchandise, could become a ”big issue” for world trade, according to Klaus Nyborg, Deputy Chief Executive Officer at Pacific Basin. Tighter credit has contributed to this year’s 80 percent drop in the Baltic Dry Index, a measure of commodity-shipping costs. About 90 percent of world trade moves by sea.

“This can have a significant effect on demand because you won’t see the same volume of cargo moved,” Harold L. Malone III, senior vice president at Jefferies & Co., said at a Marine Money conference in Singapore. ”You have to figure out other ways to get trade done.”

The Baltic Dry Index dropped 8.5 percent to 1,809 points yesterday, the lowest since August 2005. Pacific Basin dropped 6.5 percent to HK$4.75 in Hong Kong and Precious Shipping declined 5.5 percent to 12.1 baht in Bangkok.

Jerome Favre/Bloomberg News

Vessel Owners

Banks worldwide have curbed lending because of increased concerns about getting their money back. Shipowners are already struggling to obtain funding for new vessels. Precious Shipping took as long as 15 months to secure financing for 18 vessels it has on order, Hashim said.

The maritime sector needs about $300 billion over the next three to four years to fund construction of vessels that are already on order, according to Nordea Bank Finland Plc. At least a quarter of container ships, dry-bulk vessels and oil tankers on order are not financed, according to Seaspan Corp., the Hong Kong-based ship lessor.

Swings in the London interbank offered rate, which lenders typically use as a base for writing new loans, have made it difficult to decide what price to charge new customers.

“The banks cannot fund at Libor rates at the moment,” said Keishi Iwamoto, head of shipping for Asia at Sumitomo Mitsui Banking Corp. ”The question is how do we tackle the additional costs for lenders.”

 

Borrowing Costs

German banks with funds to lend are offering about 200 basis points above Libor, double previous rates, while in Singapore the rate is plus-350 points, according to Tobias Koenig, managing partner of Koenig & Cie. In the main though, shipping lines aren’t able to borrow, he added.

“There is no rate because all banks are closed for business,” he said. ”You have a few banks rescuing their best customers, but that’s it.”

More than two-thirds of 104 bankers polled said they were unable to obtain funding at or close to Libor, according to an October survey by trade publication Marine Money Asia. About 80 percent expect shipping bankers will not be able to raise enough financing for clients this year and next, the survey showed.

“There are a lot of banks that will do deals today but they will do it on a bilateral basis with good clients, which they have long relationships with,” Tom Zachariassen, an executive at Nordea Bank, said yesterday.

Libor, set by 16 banks in a survey conducted by the British Bankers’ Association each day in London, determines rates on $360 trillion of financial products worldwide, from home loans to derivatives. The cost of borrowing in dollars for three months fell 12 basis points to 4.64 percent yesterday.


SEC Files Settled Insider Trading Action Against Former Director of Brazilian Steel Producer

Outubro 14, 2008

September 29, 2008.

The Commission announced today that it has filed a settled enforcement action in U.S. District Court for the District of Massachusetts, charging Carlos J. Petry with insider trading in the stock of Texas-based Chaparral Steel Co., prior to the announcement of its acquisition by Florida-based Gerdau Ameristeel, S.A. on July 10, 2007. At the time of his trading, Petry was a director of Gerdau Ameristeel’s Brazilian parent, Gerdau, S.A.

The Commission’s Complaint alleges that in or about May 2007, through his position as a director of Gerdau, Petry learned that Gerdau Ameristeel had identified Chaparral as one of seven or eight possible acquisition targets. During early June 2007, again through his position as a director of Gerdau, Petry learned that Gerdau Ameristeel had begun conducting extensive due diligence work on Chaparral in connection with a possible acquisition and that Gerdau Ameristeel planned on requesting approval from the Gerdau board at its next meeting to make an acquisition proposal to Chaparral. According to the Complaint, On June 26, 2007, Petry attended the Gerdau board of directors meeting at which the Gerdau board authorized Gerdau Ameristeel to proceed with its bid to acquire Chaparral. The possible acquisition of Chaparral by Gerdau Ameristeel was material, nonpublic information that Petry was privy to by virtue of his position as a member of Gerdau’s board of directors.

The Commission’s Complaint further alleges that, between June 25 and 27, 2007, Petry, while in the possession of this material, non-public information concerning the possible acquisition of Chaparral by Gerdau Ameristeel, purchased 8,500 shares of Chaparral stock. On the afternoon of July 10, 2007, after the closing of the market, Gerdau Ameristeel issued a press release publicly announcing its acquisition of Chaparral. The closing price of Chaparral stock increased 11 percent the next day. As a result, the Complaint alleges that Petry profited by $105,044.

The Commission’s complaint charges Petry with violating Section 10(b) of the Securities Exchange Act of 1934 and Rule 10b-5 thereunder. To settle these charges, Petry has consented, without admitting or denying the allegations in the Commission’s Complaint, to the entry of a final judgment permanently enjoining him from committing future violations of these provisions. Petry also has agreed to pay disgorgement in the amount of $105,044, pre-judgment interest thereon in the amount of $8,765, and a civil penalty of $52,522, for a total payment of $166,331. Finally, Petry will be prohibited from acting as an officer or director of any publicly-traded company for a period of five (5) years from the date of the entry of the judgment. [SEC v. Carlos J. Petry, Civil Action No. 08-cv-11658 (D. MA.)] (LR-20754)

 

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Tirem suas próprias conclusões sobre a compra da Chaparral pela Gerdau…

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Pessimista, Goldman Sachs projeta cotação do petróleo a US$ 70 ao final de 2008

Outubro 13, 2008

Por InfoMoney.

Quando a mais otimista das projeções prevê uma catástrofe, a situação é de se preocupar. Transpondo a ilustração para o mercado de commodities, o Goldman Sachs enxerga a cotação do petróleo em cerca de US$ 70 por barril ao final deste ano.

“Nós subestimamos tanto a profundidade quanto a duração da crise financeira global, além de suas implicações no crescimento econômico e na demanda por commodities”, justifica a instituição financeira, que já chegou a prever US$ 149 para o óleo bruto ao término de 2008.

 

Cenário preocupante

Os analistas não descartam outra redução em suas projeções para o hidrocarboneto, caso haja maiores conseqüências negativas oriundas da crise de crédito do lado da demanda pelo bem primário. Neste cenário pessimista, o banco norte-americano prevê que a cotação do petróleo poderá cair aos US$ 50.

Por fim, vale ressaltar que as estimativas para 2009 também foi diminuídas, de US$ 125,00 para US$ 107,00 por barril de óleo bruto, e que o Goldman Sachs acredita em recuperação da commodity no longo prazo, dada a crença de que haverá redução na oferta.

 

Confira as alterações:

 

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“Será que com estes valores sobre o petróleo a exploração

na camada Pré-Sal é economicamente viável?”

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Citi vê JBS bem posicionada, com depreciação do real e melhores margens

Outubro 13, 2008

Por Vitor Silveira Lima Oliveira, InfoMoney.

A forte depreciação do real em relação ao dólar ocorrida desde o último mês certamente deixou muitos agentes econômicos preocupados. No entanto, com o ganho de margens na atividade exportadora, os produtores de alimentos vivem um momento favorável, como ressalta o Citi, em relatório.

No entanto, a retomada do desempenho favorável com as vendas externas não foi mero reflexo do movimento cambial. Pelo contrário, o mês de setembro representou o terceiro recorde consecutivo em relação às receitas advindas da exportação de carnes (bovina, suína e aves).

Contudo, a apreciação de aproximadamente 17% do real durante o mês de setembro não deixa de ser importante para o setor, que tanto sofreu com o aperto de suas margens nos últimos anos, em função do aumento de custos com insumos (ração, por exemplo, muito afetada pela elevação dos preços de gêneros agrícolas) e a contínua queda das receitas com exportação, as quais acompanharam a queda do dólar até tempos recentes.

Para se ter uma idéia da grande evolução dos preços para exportação, quando comparadas aos patamares de setembro de 2007, as cotações atuais para carne de porco, gado e aves elevaram-se 65%, 48% e 38% respectivamente.

 

Destaques do setor
Deste modo, os analistas Carlos Albano e Flavio Barcala, autores do estudo, destacam o cenário positivo para os papéis da JBS no curto prazo, considerando-a como a empresa que mais benefícios obterá da depreciação do real, além de atualmente encontrar-se com atrativo desconto em seus múltiplos, frente aos pares no mercado.

Na outra ponta do universo de companhias coberto pelo Citi, existe perspectiva negativa para os papéis da Sadia no curto prazo. Muito disto decorre do aumento da percepção de risco sobre a empresa, decorrência das mal sucedidas operações da companhia com derivativos.

Confira as recomendações do Citi:

Já para companhias como Marfrig, Perdigão e Minerva, a perspectiva dos analistas para o curto prazo é neutra. No caso da primeira, os analistas ressaltam problemas na consolidação dos ativos adquiridos do grupo OSI, ao passo em que a última deverá sofrer com a baixa liquidez dos ativos, especialmente no atual momento dos mercados – ainda que tenha atingido boas margens e volume de exportações.

Embora seja favorecido por projeções favoráveis em relação ao mercado avícola, um dos principais negócios da Perdigão, a empresa deverá sofrer com as margens mais frágeis para produtos lácteos, além de seus papéis encontrarem-se negociados sob múltiplos elevados em relação aos concorrentes.


Collateral damage

Outubro 10, 2008

Por The Economist.

An industry suffers, and regulators have not helped

HEDGE funds are supposed to hedge. This year, they haven’t. The fund-weighted composite index compiled by Hedge Fund Research, a firm that tracks the industry, fell by 4.7% in September, the second-worst month on record. Since the start of the year it has lost 9.4%. The industry’s promises of “absolute returns” for investors now ring rather hollow.

To be fair to them, hedge funds have not been allowed to hedge. The restrictions on short-selling (betting on falling prices) imposed by regulators round the globe have played havoc with managers’ strategies in recent weeks.

Take the worst-performing strategy, convertible arbitrage, which lost the average fund 12% in the month. Convertible bonds are fixed-income securities that can be exchanged for shares in the issuing company. 

Historically, these bonds have been underpriced, because too low a value has been placed on the right to convert them to equity. So arbitrage managers have tended to buy the bonds and sell short the shares. Thanks to the Securities and Exchange Commission’s ban on the shorting of more than 900 stocks from September 19th to October 8th, that strategy no longer worked. And since the managers could not short the shares, they had to sell the bonds. As a result, the bonds’ prices plunged.

Perversely, issuing convertible bonds would have been one way for banks to raise capital. But that route has been cut off, a typical example of the unintended consequences of meddling with the markets in response to populist pressures.

Another strategy that has suffered is statistical arbitrage, known in the trade as “stat arb”. Such funds use computer models to look for anomalies in the market, and exploit these wrinkles by buying and selling shares very rapidly. By doing so, they provide liquidity to the system, in effect acting as marketmakers.

Without the ability to short many shares, stat-arb models have been disrupted. The cost of trading in such stocks (defined by the difference between the bid and offer prices) duly rose, more than doubling according to Credit Suisse. The market became less liquid, adding to the volatility of share prices in recent weeks.

And then there is the most popular type of hedge fund, long-short equity. Such funds rely on the stockpicking ability of their managers, buying their favourite shares and shorting companies they dislike. If the managers make the right selections, they can protect investors from a falling stockmarket. In the first half of the year, for example, a popular strategy was to buy commodity-related stocks (such as miners) and short the banks.

Again, the shorting ban disrupted that strategy, forcing managers to cut their long positions as well as their shorts. Because many in the market were well aware of the favourite positions of hedge-fund managers, prices of some of those shares have fallen rapidly–another unintended consequence of the shorting ban.

Nor is that the end of the hedge funds’ problems. As an investment bank, Lehman Brothers was active in prime brokerage, a vital source of finance for hedge funds. When prime brokers lend money to hedge funds, the funds are required to put up collateral (Treasury bonds and the like). Lehman then used this collateral as security for its loans, a standard industry procedure known as “rehypothecation”. But the result has been that assets belonging to some hedge funds have been ensnared by Lehman’s bankruptcy. One leading lawyer describes this as “an unmitigated disaster”.

In addition, the remaining prime brokers have become more cautious about their exposure to hedge funds. This week the IMF cited figures showing that funds are now required to put up collateral of 25-40% of the capital when trading in high-yield bonds, against 10-15% in April 2007.

All this means that hedge funds have been unable to ride to the rescue of global markets. According to the IMF, the average cash balance of hedge funds has risen from 14% last year to 22%, while the amount of leverage (borrowed money) they use has fallen from 70% of capital to 40%. In theory, that gives them the firepower to buy now that prices have fallen; in practice, they may need their cash to repay clients that want to redeem their holdings.

Charles MacKinnon of Thurleigh, a fund manager for private clients, says it has given notice on some 70% of its hedge-fund positions.

Individual hedge funds will doubtless be brought down by this crisis. Their fall will have far less economic impact than that of either Lehman or Bear Stearns, although if they are forced to sell assets that will not help the banks. But the industry can feel justifiably aggrieved. It has not only been clobbered by a crisis that started in a regulated industry (investment banking), but it has been given a good kicking by the regulators too.


Mercado de minério de ferro se enfraquece com crise, mas Citi vê exagero

Outubro 10, 2008

Por Vitor Silveira Lima Oliveira, InfoMoney.

O cenário global é preocupante. Com a importante queda nos preços de minério de ferro no mercado à vista, o Citi atualizou sua visão a respeito do mercado de ferro, mas fez ressalva: as cotações atuais possivelmente exageram sobre a fragilidade do mercado.

Sempre ressaltado como diferenciado em relação à estabilidade dos preços e previsibilidade de longo prazo, em função do tradicional sistema de contratos entre grandes fornecedores e siderúrgicas, o mercado internacional de minério de ferro passa – na visão de muitos analistas – por intensa transformação.

Importantes produtores, como a mineradora australiana Rio Tinto, dão sinais de preferência pela formação de preços do mercado spot, ao passo em que a Vale (VALE3, VALE5) pressiona pelo segundo reajuste em 2008, além do obtido na tradicional rodada de negociações de início de ano.

 

Spot market

Crescentes em importância, os preços no mercado à vista (spot) sofrem com as alterações no humor do mercado, além de refletirem mais rapidamente mudanças na percepção dos atores sobre as condições futuras de oferta e demanda.

No entanto, os “consumidores destes produtos [spot] são siderúrgicas de pequeno e médio porte e têm cortado sua produção, uma vez que o custo de capital tem excedido os preços de aço”, afirma o analista Alexander Hacking, do Citi.

Notícias recentes certamente têm sido desfavoráveis, como a postergação de entregas de produtores menores do minério e a redução entre 10% e 20% programada por quatro importantes produtores de aço na China, responsáveis por cerca de um quinto da produção total do país e todas controladas pelo Estado chinês.

 

Exagero

Crucial para a definição dos preços de minério de ferro, o custo do frete marítimo sofreu redução de aproximadamente 60% em relação aos níveis atingidos durante o pico. Além de revelar o menor aperto no mercado internacional da commodity, o fato enfraquece a posição da Vale em sua busca por equiparar os reajustes superiores obtidos pelas mineradoras australianas em meados deste ano.

“Ainda assim, os preços de minério de ferro nos mercados à vista, provavelmente, refletem exageradamente o enfraquecimento do minério de ferro. Os grandes produtores chineses ainda possuem pouco incentivo econômico para reduzir as compras do minério de qualidade proveniente de Brasil e Austrália”, afirma Hacking.


Derivativos…

Outubro 9, 2008

Imagem postada no blog Lucrando na Bolsa.

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