What is a depression?

Março 13, 2009

Por Calculated Risk

It seems like the “D” word is everywhere. And that raises a question: what is a depression? Although there is no formal definition, most economists agree it is a prolonged slump with a 10% or more decline in real GDP.

Yesterday I heard an analyst say that a 10% unemployment rate is a depression. But the unemployment rate peaked at 10.8% in 1982, and that period is usually not considered a depression. 

Some people argue the duration of the economic slump defines a depression – and the current recession is already 15 months old. That is longer than the recessions of ‘90/’91 and ‘01. The ‘73-’75 recession lasted 16 months peak to trough, and the early ’80s recession (a double dip) was classified as a 6 month recession followed by a 16 month recession (22 months total). Those earlier periods weren’t “depressions”, so if duration is the key measure, the current recession still has a ways to go.

 

Here is a graph comparing the decline in real GDP for the current recession with other recessions since 1947. Depression is marked on the graph as -10%.

gdpdeclines

Q1 2009 is estimated at a -7.0% decline in real GDP (Seasonally adjusted annual rate). This will push the cumulative decline (peak to trough) to about 3.4%.

Even though the current recession is already one of the worst since 1947, it is only about 1/3 of the way to a depression (assuming a terrible Q1).

To reach a depression, the economy would have to decline at about a 6.6% annual rate each quarter for the next year.

 

The second graph compares the current recession (estimated through Q1 2009) with the more severe recessions of the last century.

gdpdeclines2

Note that the data is annual for the pre-1947 economic slumps.

The Great Depression saw real GDP decline 26.5%.

The post-WWII recession lasted 8 months and saw real GDP decline 13%. This decline in GDP was due to winding down the war effort – something that was celebrated – and is excluded when analysts call the current slump the “worst since the Great Depression”.

I still think a depression is very unlikely. More likely the economy will bottom later this year or at least the rate of economic decline will slow sharply. I also still believe that the eventual recovery will be very sluggish, and it will take some time to return to normal growth.

As I noted last weekend, business cycles have a typical pattern (see Business Cycle: Temporal Order). Housing and personal consumption usually lead the economy out of recession – and both of these areas will probably be slow to recover this time. 

The following table and text are an excerpt from the previous post. The table shows a simplified typical temporal order for emerging from a recession. 

picture-1

This business cycle there are reasons that housing will not be a significant engine of recovery. It is possible – see Looking for the Sun – that new home sales and housing starts will bottom in 2009, but any recovery in housing will probably be sluggish.

That leaves Personal Consumption Expenditures (PCE) – and as households increase their savings rate to repair their balance sheets, it seems unlikely that PCE will increase significantly any time soon. So even if the economy bottoms in the 2nd half of 2009, any recovery will probably be very sluggish.

At least we know what to watch: Residential Investment (RI) and PCE. The increasingly severe slump in CRE / non-residential investment in structures will be interesting, but that is a lagging indicator for the economy.

(1) In recent recessions, unemployment significantly lagged the end of the recession. That is very likely this time too.

 
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Entenda o que é o ‘circuit breaker’

Setembro 30, 2008

Por Portal G1.

Bovespa acionou mecanismo pela primeira vez em quase dez anos.
Ibovespa caiu mais de 10% com rejeição de pacote nos EUA.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acionou nesta segunda-feira (29), pela primeira vez em quase dez anos, o circuit breaker, mecanismo que controla a oscilação dos indicadores. A última vez em que a ferramenta fora usada foi em 14 de janeiro de 1999, na véspera da adoção do câmbio livre no país. 


O circuit braker é um mecanismo de controle da variação dos índices. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa, as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos.



Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o circuit breaker é disparado quando a baixa do Índice Bovespa (Ibovespa) atinge os 10%. Os negócios são então paralisados por trinta minutos e retomados em seguida.


Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%. Desta vez, a paralisação é de uma hora.



Nesta segunda, o mecanismo foi disparado quando o Ibovespa chegou aos –10%, após a rejeição, pela Câmara dos Estados Unidos, do pacote de ajuda aos mercados financeiros apresentado pelo presidente George Bush na semana passada.

 

11 de setembro

No dia dos atentados terroristas contra os Estados Unidos, 11 de setembro de 2001, os negócios também foram interrompidos na Bovespa, mas o circuit breaker não foi acionado.

Naquele dia, o índice Bovespa recuou 9,17% em pouco mais de uma hora de negócios. No entanto, antes que as negociações fossem interrompidas, a bolsa fechou, seguindo um movimento feito pela maioria das bolsas do mundo. A reabertura só ocorreu no dia seguinte.


Entenda o que são derivativos no mercado financeiro

Setembro 26, 2008

Por Juliana Rosa

Para tentar se defender de oscilações de preços futuros de um ativo financeiro ou até mesmo alavancar suas aplicações, investidores apostam em derivativos, que são ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.

As modalidades mais utilizadas são a termo e de opções nas bolsas de valores e as operações na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), como negociação de algumas commodities agrícolas, câmbio, ouro e índices como o futuro do Ibovespa.

Quem acha que o preço do ativo a ser negociado vai subir entra na operação como comprador. Assim, garante que, mesmo que daqui a um tempo o preço suba, ele comprará pelo preço combinado. Mas se o preço cair, o investidor pode ter que pagar pela quantia combinada, que pode ser maior do que a encontrada no mercado à vista.

Em opções, depois de pagar um prêmio ao vendedor, o comprador pode ou não exercer seu direito de compra, ou seja, pode optar. Os vencimentos ocorrem sempre na terceira segunda-feira dos meses pares do ano. Já no contrato a termo, passado o tempo combinado – os vencimentos acontecem normalmente 60 ou 90 dias a partir da assinatura do contrato – as duas partes são obrigadas a liquidar a operação.

No mercado a termo, é preciso depositar garantias. No caso do vendedor coberto (que já tem as ações), as próprias ações negociadas. Já as garantias do vendedor e do comprador descoberto são depositadas em dinheiro, títulos e cartas de fiança, por exemplo. No contrato de opções, o comprador tem que pagar uma quantia ao vendedor pelo direito, se quiser, de comprar as ações. Mesmo que não compre, o dinheiro do prêmio não é devolvido.

 

Liquidar antes do prazo

O economista Antônio Gonçalves explica que as operações a termo podem ser liquidadas antes do vencimento e, por isso, é definido no contrato quem pode pedir antecipação e se o valor a ser pago terá que ser integral ou proporcional ao número de dias combinado.

Os derivativos são usados para fazer hedge. Se uma empresa tem dívidas a pagar em dólar pode fechar na BM&F um contrato de dólar futuro para garantir que pagará a cotação desejada quando tiver que quitar a dívida. “Dessa forma, mesmo que a moeda americana ultrapasse a cotação fixada, a empresa comprará pelo preço combinado. Neste caso, ela estará protegida, ou seja, fez um hedge”, explica Gonçalves.

Os derivativos, quando não são usados como hedge, são investimentos de alto risco. Vamos supor que alguém resolveu fechar um contrato futuro de café como vendedor e apostou que, se hoje vale R$ 14, vai custar R$ 12 daqui a 30 dias. Passado esse prazo, se a cotação cair apenas para R$ 13, e esse alguém não tiver o café, terá que comprar no mercado por R$ 13 para vender por R$ 12 (o valor combinado). Ou seja, vai perder dinheiro, explica o diretor de análise de investimentos da corretora Diferencial, Zulmir Tres.


O que é a Análise Fundamentalista?

Setembro 17, 2008

Por Lopes Filho, Lopes Filho & Associados

O objetivo da análise fundamentalista é avaliar alternativas de investimento. Isto é feito ao se avaliar as conjunturas macro e microeconômicas e o panorama setorial da empresa, além das demonstrações financeiras e balanços.

Cabe à análise fundamentalista estabelecer o valor justo para uma ação, respaldando decisões de compra ou venda. A premissa básica da análise fundamentalista é de que o valor justo para uma empresa se dá pela definição da sua capacidade de gerar lucros no futuro.

Pode-se dizer que a análise fundamentalista utiliza-se de certas “ferramentas”, como por exemplo as análises de demonstrativos financeiros, elaboração de cenários econômicos, projeções de resultados das empresas, análise de indicadores financeiros e econômicos, entre outras.

A análise fundamentalista pode ser percebida como um método de análise econômica para empresas e a viabilidade de projetos. Normalmente, focam-se em aspectos mais “tangíveis”, como as fontes de recursos existentes, o capital humano da organização, conhecimentos tecnológicos etc, e também em aspectos subjetivos, ou seja, alternativas de investimento, valores éticos, projeções de desempenho e outros.

 

Objetivos Principais 

A análise fundamentalista pode ser utilizada em situações nas quais se deseja avaliar empresas e projetos, que podem inclusive já ser operacionais.
Serve também para precificar ações, ou seja, determinar o chamado ‘preço justo’ das mesmas; para determinar os valores de negociação de compra e venda em operações de fusões e aquisições; para projetos cuja viabilidade econômica deva ser determinada; entre outros.

 

Valorização da Ação 

Quando o investidor aplica seu dinheiro em ações, ele espera obter um retorno positivo, dentro de suas expectativas. Mas de que maneira o investidor pode dizer que, de fato, obteve algo de positivo a partir de um investimento realizado em ações de uma empresa?

Os principais retornos obtidos a partir de um investimento em ações são os ganhos por meio de dividendos e pela valorização da ação.

O ganho por meio da valorização da ação se dá quando a cotação dela aumenta após o investidor tê-la adquirido. Se um investidor tiver comprado uma ação por $50 num dia e no dia seguinte esse mesmo papel valer $52,50, então o investidor terá tido um retorno (positivo) de 5% (relativo aos $2,50, que correspondem a 5% de $50).
Entretanto, esse não é o único meio de se obter um retorno a partir do investimento realizado. Além do ganho que se pode obter quando da valorização da ação, há ainda a possibilidade de receber dividendos da empresa.

 

Dividendos 

Os dividendos são recursos que a empresa distribui aos acionistas como participação nos lucros que porventura ocorram naquele período, de acordo com a participação que o acionista tenha na empresa. Uma forma simples de se compreender essa situação é a seguinte: uma ação pode ser entendida como uma pequena parte da empresa, logo se uma pessoa possui ações da empresa X, isso significa que ela é dona de um “pedacinho” da empresa X. Assim, é justo que se a empresa X tiver lucro num determinado exercício, que uma parte proporcional desse lucro seja distribuído entre esses “sócios”, chamados de acionistas.



 

Vamos entender essa explicação por meio de um exemplo:

Vamos supor que Fulano comprou 1000 ações da empresa XPTO, ao preço de $ 1,00 cada ação. Então Fulano, nesse primeiro momento, gastou $ 1000,00 para adquirir as 1000 ações. Vamos agora supor que algum tempo depois, as ações aumentaram seu valor (isto é, valorizaram), subindo para $1,20 cada uma. Agora, Fulano tem 1000 ações cotadas a $1,20 cada, então o valor das ações de Fulano passou a ser $ 1200,00 (ou seja, $1,20 x 1000). Percebemos que houve um ganho por meio da valorização da ação. No caso, a ação se valorizou 20% (indo de $1,00 para $1,20), e, em termos financeiros, Fulano ganhou $200, correspondentes a 20% de $1000,00.
Contudo, deve-se considerar um outro aspecto. Se a XPTO teve lucro naquele exercício, então Fulano deve receber uma parte daquele lucro, correspondente ao número de ações da empresa que ele detém. Supondo que exista 1.000.000 de ações da empresa, então Fulano tem 0,1% (isto é, 1.000 / 1.000.000) da empresa. Assim, é de se esperar que ele receba 0,1% do lucro que a empresa distribuir a seus acionistas. Se, nesse caso, a XPTO informar que seu lucro será distribuído à razão de, por exemplo, $ 0,05 por ação, então Fulano terá a receber a quantia de $ 50 (ou seja, $0,50 x 1000 ações) a título de dividendos.
No fim das contas, Fulano terá um total de $250, sendo $200 devidos à valorização da ação e $50 graças aos dividendos distribuídos. Ele possui agora um patrimônio de $1250, pois os $1000 iniciais não foram perdidos, mas sim valorizados nesse exemplo.



 

Algumas observações a respeito dos dividendos:


1. Os acionistas têm o direito de receber, em cada exercício, uma parte dos lucros estabelecida em Estatuto (o chamado dividendo obrigatório), ou, se o estatuto for omisso, metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido de certos valores, a saber:
- quota destinada à constituição da reserva legal;
- importância destinada à formação de reservas para contingências e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores;
- lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva e lucros anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício.
É distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas.


2. A empresa, por meio de seu estatuto, pode estabelecer o pagamento de dividendo de duas formas distintas:
- Primeira forma: Dividendo Fixo: corresponde a um percentual sobre o capital social ou sobre o lucro da empresa;
- Segunda forma: Dividendo Mínimo: as ações preferenciais participam do lucro distribuído nas mesmas condições das ordinárias, depois de a estas últimas ter sido pago o mínimo.



3. Uma observação a ser realçada é o fato de a empresa poder atribuir ao acionista possuidor de ações preferenciais a prioridade no recebimento de dividendo, ou seja, este acionista receberá seus dividendos antes do acionista que possui ações ordinárias, que são aquelas com direito a voto nas assembléias da companhia. Esta hipótese pode ocorrer quando não houver lucro suficiente a ser distribuído a todos os acionistas da companhia. Note-se ainda que não incide imposto de renda (IR) sobre os dividendos recebidos.



4. Não têm direito a receber dividendos as ações adquiridas para cancelamento ou permanência em tesouraria, enquanto mantidas nestas situações.


 

Pay-out e Yield 

Pay-out é a taxa de distribuição do lucro da empresa para os acionistas na forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio. De acordo com a legislação em vigor, exige-se que seja distribuído, no mínimo, 25% do lucro líquido, após algumas deduções legais.
Por meio do Pay-out é possível ter uma idéia de quão bem os lucros da companhia suportam os pagamentos de dividendos. Empresas mais maduras tendem a ter um Pay-out maior, enquanto que empresas em crescimento provavelmente irão reter mais lucros para investir na própria instituição, pagando assim dividendos menores ou nenhum dividendo.

O cálculo do Pay-out pode ser ilustrado com o seguinte exemplo: se uma empresa pagou $1 por ação em dividendos anuais e teve $5 de lucro por ação, então o Pay-out nesse caso foi de 20% (que é igual a $1 / $5). A questão passa a ser se 20% é uma taxa considerada boa ou ruim para a empresa em análise. Conforme foi citado anteriormente, empresas em crescimento tendem a pagar menores dividendos, enquanto que os maiores dividendos costumam ser pagos por empresas de indústrias maduras, nas quais há pouco espaço para crescimento, daí a percepção de que um bom uso para o lucro obtido passa a ser a distribuição aos acionistas.
Lembremos que o Pay-out, por si só, diz pouco ao investidor, pois ele deve sempre ser analisado à luz de um contexto.



 

Dividend Yield é a relação entre o dividendo pago por ação de uma empresa e o preço dessa mesma ação. Quanto maior for o Dividend Yield, melhor será o resultado da empresa ou mais vantajosa será sua política de distribuição de lucros aos acionistas. 
Um aspecto a ser ressaltado é o seguinte: o Dividend Yield é o resultado de uma fração (dividendo pago / preço da ação), então o investidor deve ser cauteloso na hora de avaliá-lo.