BB x Banco Votorantim

Dezembro 3, 2008

Postado no Blog Lucrando na Bolsa

Negociação parece que emperrou…..

As negociações para a venda de uma fatia minoritária do Banco Votorantim para o Banco do Brasil tomaram um desvio nas últimas duas semanas. “O negócio já esteve praticamente fechado há quinze dias. Mas, hoje, tem 50% de chance de não ocorrer”, diz uma pessoa que acompanha de perto as negociações. Não há acordo sobre preço e nem sobre a divisão de poder.

O Banco do Brasil acha que o Votorantim vale cerca de R$ 10 bilhões e a família Ermírio de Moraes não concorda. Os controladores do Votorantim querem ter voto de minerva no conselho de administração do banco, e o BB não aceita.

As conversas prosseguem, mas num clima muito menos favorável do que em meados de novembro, enquanto o BB ainda negociava em paralelo a aquisição da Nossa Caixa. Naquela época, o banco estatal chegou a concordar com um cálculo que atribuiu valor de R$ 14 bilhões ao banco da família Ermírio de Moraes. Faltava apenas um importante passo: fechar o acordo de acionistas. E foi aí que as coisas começaram a dar errado.

 

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The urge to merge

Dezembro 3, 2008

Por Economist.com

Mergers and acquisitions could boom again next year

LIKE every other business activity nowadays (except bankruptcy-advisory work) merging and acquiring companies (M&A) is in a deep slump. Last week BHP Billiton, a mining giant, withdrew from its planned hostile acquisition of Rio Tinto. This is part of a trend of corporate grooms abandoning their would-be wives at the altar. According to Thomson Reuters, that takes the total value of cancelled mergers so far in this quarter to $322 billion, a two-year high and almost as much as the value of completed mergers in this quarter ($362 billion).

Another study, by UBS, found that one-third of the deals announced in America this year have been terminated before consummation. And the number of proposals is down overall this year. Worldwide, the value of mergers and acquisitions completed so far in 2008 is $2.8 trillion, down by 27% from the same time last year.

Shares in Rio Tinto plunged by 37% after BHP withdrew its offer, which suggests it was a wise decision to pay whatever break-up fees it will incur. The general plunge in share prices will cause many bidders to rethink offers that seemed reasonably priced only a few months ago.

Although BHP had secured the necessary debt—a luxury available to few would-be bidders now—it was concerned that taking it on would worry its investors, especially given the uncertainty about when credit markets will be liquid enough to allow existing debt to be refinanced. Moreover, to please antitrust regulators, BHP would have had to sell off various bits of the combined business, and in the current climate it had no confidence that it would be able to find buyers (at least not at anything resembling a decent price). Since calling off the acquisition, the price of insuring BHP against default has fallen sharply.

There is now speculation that two other multi-billion dollar deals will be called off. The acquisition of BCE, a Canadian telecoms giant, by private-equity firms seems in extreme peril, following “preliminary” comments by its auditors that the amount of debt the buyers intended to impose on the firm would render it insolvent. Roche, a big drugs firm, insists it will complete its $43.7 billion acquisition of Genentech, but this claim is being met with growing scepticism.

That is now. But what will happen when confidence returns to the financial markets and good deals can get funding? At current share prices, attractive targets abound. Industry troubles will likely make private-equity firms more enthusiastic sellers than buyers, creating a big opportunity for companies to do “strategic” M&A—buying their weaker rivals, cutting costs and so forth. This was much harder when private equity could borrow as much as it wanted and so pay often daft prices.

At the same time, the economic downturn will make weaker firms more willing to accept offers than they were in good times. Jumping into bed with a strong suitor is a more appealing prospect than lonely bankruptcy.

In short, when the M&A business re-opens, which, given the speed of mood changes in financial markets, may be sooner than the current gloomy consensus thinks, it will be a buyer’s market. Do not be surprised if many buyers are those firms that recently called off their proposals, only to find themselves delighted to rekindle an old flame.


Interessado em dividendos? HSBC lista dez maiores yields esperados para este ano

Dezembro 3, 2008

Por InfoMoney.

Em seu relatório mensal de top picks publicado na última segunda-feira (1), a HSBC Corretora divulgou uma lista das empresas que possuem os maiores yields estimados para 2008, visando os investidores que focam suas aplicações na busca por distribuição de proventos.

Praticamente consenso entre os especialistas, focar as aplicações em papéis de empresas que possuam uma boa política de distribuição de dividendos pode ser uma boa pedida em períodos de maior turbulência do mercado, como o atual.

 

Cenário macroeconômico

Neste sentido, a instituição destaca a volatilidade observada novembro, aquém em relação a outubro, mas acima da média histórica do VIX (Volatility Index). Ressaltam-se também as inúmeras tentativas do Estado de apaziguamento do mercado, como as medidas do Federal Reserve nos EUA e as intervenções cambiais pelo Banco Central do Brasil.

“Os investidores estrangeiros, motivados por resgates massivos, foram forçados a vender, sem considerar o que os fundamentos poderiam indicar. Portanto, acreditamos que a principal força por trás da atual desaceleração no mercado brasileiro é motivada por fluxos ao invés de fundamentos”, analisa Alexandre Gartner, economista-chefe das pesquisas do banco, acerca da saída de capitais da Bovespa.

Por conta desta nova realidade, muitos investidores estão à procura de ativos mais defensivos, com empresas que possuem bons históricos de distribuição de seus lucros.


Confira a lista:

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(1)Estimativas Thomson

(2)Estimativas HSBC


Um “new deal” mundial

Dezembro 1, 2008

Por Jaime Lerner para o Terra Magazine.

5,6 trilhões de dólares é o total de recursos já empenhados pelo governo dos Estados Unidos em medidas que têm como objetivo superar a crise financeira.

O mundo assiste aos anúncios sucessivos de socorro financeiro por parte dos governos, a bancos, montadoras, agências de crédito, real state. A explicação tem sido a necessidade premente da garantia de empregos.

Isto é, vamos continuar jogando recursos num sistema financeiro que não soube se controlar, atingindo o caos da irresponsabilidade.

Alguns economistas acham que a saída seria aumentar gastos públicos, desde que não seja de forma permanente.

A ironia é que tempos atrás, o setor privado é que cobrava dos governos a responsabilidade fiscal, conseguida em parte a custa de cortes de investimentos sociais, adiando avanços de qualidade de vida tão necessários.

O grave nisso é que essas injeções de recursos ocorrem de maneira abstrata, sem gente. Claro que o objetivo é a garantia de empregos, mas esses empregos não significam que as pessoas sejam beneficiadas.

Se o argumento básico é a manutenção de empregos, que tal uma injeção de qualidade de vida. Não se pode esquecer que investimentos em qualidade de vida geram mais empregos.

Vamos direcionar a agulha da injeção para um novo paradigma. Melhorar a oferta de habitação, transporte coletivo e saneamento em todos os países. Já imaginaram toda essa dinheirama redirigida para gente?

5,6 trilhões de dólares (só os Estados Unidos) mais o que os demais países estão bancando dariam para melhorar as condições para a África sair da miséria. Basta direcionar os recursos para habitação, saúde, educação, transporte público e saneamento. As palavras crédito e infra-estrutura são muito genéricas para que se assegure que realmente os recursos financiarão as necessidades de casa, água e esgoto, transporte público. E olhe que parte desses recursos tem retorno. Não é o crédito (para os bancos), é a qualidade de vida para gente. Esses recursos devem ser carimbados para as pessoas. O dólar com cara de multidão, de gente, oportunidade de um ‘new deal’ mundial.

O grande desastre sempre foi a separação das atividades econômicas dos assentamentos humanos. Tratar a economia separada das pessoas. E os experts explicando a tragédia, ou prevendo o quanto ela vai nos atingir.

Se projetarmos a tragédia, vamos encontrar a tragédia. É essa a tendência dessa ciência post-facto que não acerta nunca porque joga contra as pessoas. Sempre com a chave na mão, sem encontrar a fechadura.

 

Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, foi três vezes prefeito de Curitiba e duas vezes governador do Paraná. É consultor de urbanismo da ONU e presidiu a União Internacional de Arquitetos (UIA), sediada em Paris.


Redundância Volátil

Dezembro 1, 2008

Por Sandor Tucakov Caetano, no blog Giuoco Piano Trading.

Semana passada foi uma semana interessante para o investidor Brasileiro que conseguiu ver uma forte recuperação do mercado. O que acontece é que o mercado continua bem mais volátil do que estávamos acostumados a ver nos últimos 7 anos e esta alta volatilidade tem persistido por um tempo já. A implicação disto ocorre diretamente nos modelos de controle de risco que deveríamos adotar para controlar nossas posições no mercado.

Pensando em um sistema mecânico de investimentos teríamos alguns possíveis cenários a serem contemplados com essa volatilidade. Um deles seria o de que o número de “whipsaws” (movimento de uma ação em uma direção – geralmente adversa a nossa posição – e depois sua rápida recuperação) para aqueles que trabalham com stops mais apertados. Além disso, estes investidores também testemunharam uma série de movimentos adversos na forma de “slippage” (Diferença entre o preço do stop e o preço executado na operação) pois tem sido comum observarmos aberturas maiores que 2%, então, em um dia em que os ativos abrem com uma diferença de uns -5% em relação a abertura alguém que tinha seus stops a -2% ou é executado imediatamente (perdendo 5% ao invés de 2%) ou fica com uma ordem morta em um preço que o ativo não mais irá negociar no curto prazo.

Outro cenário seria o daqueles que trabalham com o tamanho de suas operações baseado na volatilidade, então quanto mais volátil o mercado menos se arrisca e vice versa. Este tipo de modelo pode simplesmente invalidar algumas operações que teriam que ser bem pequenas para comportar tamanho aumento na volatilidade tornando-as caras do ponto de vista de custos – um investidor que possuía um modelo que o mandava investir 10.000 com volatilidade moderada iria investir somente 5.000, e o peso dos custos de transação em cima de 5.000 é bem maior o que tira um pouco o viés do investidor.

 

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