Bolsa Hoje – Gradual Corretora

Setembro 30, 2008

Avaliando histórico de bolsas dos EUA, analistas indicam que rali pode estar próximo

Setembro 30, 2008

Por Giulia Santos Camillo, InfoMoney.

A reação dos mercados norte-americanos à rejeição do plano anti-crise por parte do Congresso dos EUA foi uma clara mensagem de que a aprovação é importante para reduzir a aversão ao risco, conforme avaliação do JPMorgan. Segundo o banco, é notável o alcance do movimento de venda, com declínio visto em todos os setores.

Nesse sentido, os analistas do JPMorgan acreditam também que a renda variável é o termômetro dos mercados de crédito: caso as condições de liquidez melhorem, a previsão do banco é de que haja um rali nas bolsas norte-americanas, mostra relatório publicado na última segunda-feira (29).

A alta não seria uma surpresa, embora nada seja certo em épocas de crise. De acordo com o UBS, historicamente, o índice S&P 500 teve altas de aproximadamente 30% nos doze meses que seguem as mínimas. “Embora as correções possam ser longas e dolorosas, os ralis a partir das mínimas geralmente são rápidos e fortes”.

Dessa forma, o banco afirma que a queda atual do S&P 500 pode ser comparada com nove outros declínios, ocorridos entre 1962 e 2002, quando o índice caiu mais de 15% em um ano. Desde o pico de outubro de 2007, o S&P já caiu 26%, “semelhante à média de declínio de 28% entre pico e mínima”, informam os analistas.

 

Alta volatilidade

Essas considerações mostram que não é de hoje a sensação de que quedas expressivas são normalmente seguidas por fortes altas. Normalmente. Portanto, é necessário estar atento: conforme expresso pelo JPMorgan, a convicção aumentará somente quando a liquidez nos mercados de crédito melhorar.

Apesar do alerta, o banco recomenda negociações de curtíssimo prazo, com a previsão de que ocorra um rali que pode durar entre uma semana e um mês, com ganho potencial de 7% a 11%.

A explicação dos analistas do JPMorgan também é baseada em conhecimento empírico. De acordo com o banco, o índice VIX (Volatility Index), medida de volatilidade nos mercados, atingiu 48,4 na segunda-feira, nível visto somente quatro vezes desde sua introdução, em 1993.

Avaliando o desempenho do índice nessas épocas (outubro de 1997 e 1998, setembro de 2001 e julho de 2002), percebe-se que houve uma forte valorização nas semanas seguintes. “Em outras palavras, dados empíricos sugerem que um grande rali foi visto dentro de semanas após o VIX atingir esses níveis”.

 

Outros sinais

Em seu relatório, o UBS também destaca outras duas características dos mercados atualmente. A primeira é a diferença de mais de 5% entre o retorno real do S&P e dos títulos do Tesouro com vencimento em 10 anos. Segundo o banco, esta é a maior diferença após 1973-1982 e é comparável à diferença de lucro quando o mercado atingiu a mínima em 1962 e 1966.

Ademais, os analistas afirmam que enquanto muitos investidores podem esperar por um maior declínio nos preços como sinal da mínima do mercado, o desempenho do retorno anual total do S&P nos últimos 10 anos, de apenas 3,4%, mostra o patamar mais baixo em 30 anos.

“O excesso de liquidez e apetite ao risco neste ciclo claramente não beneficiou as ações de large caps, especialmente as não- financeiras. Após as mínimas anteriores dos mercados, a média anual de retorno total nos 10 anos seguintes foi de 13,5%”, conclui o banco.


Queda da bolsa é oportunidade, diz consultor

Setembro 30, 2008

Por Priscila Dadona, InvestNews.

A queda de 12,55% da BM&FBovespa em setembro, até ontem, é uma oportunidade de investimento. A opinião é do consultor financeiro, Reinaldo Domingos, que acredita que a turbulência vai passar. “O momento é de acreditar. O preço dos papéis está barato e é hora de comprar”, ensina.


Mesmo assim, Domingos alerta que o investidor deve ter horizonte de longo prazo para aplicar. “Ele não deve viver desse dinheiro”, reitera.

A recomendação do especialista é investir até 30% do montante disponível no mercado acionário e, preferencialmente, nas blue chips como Petrobras, Vale e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). “Recomendo ter em carteira as 50 ações mais vendidas do Ibovespa”, indica.


A outra parte do dinheiro deve ser destinada a aplicações mais conservadoras como os fundos DI, os títulos do Tesouro Nacional e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs). “Brasil está atrativo. Tem uma das maiores taxas de juros do mundo”, afirma.

Quanto às ações small caps, normalmente menos líquidas, Domingos se mostra mais desconfiado. “Não é uma ação madura. Eu não aconselho num primeiro momento, mas se o investidor quiser diversificar não deve destinar mais de 5% nestes ativos”, informa.


Acostumado a dar aulas de educação financeira, Domingos aproveita para dar um conselho aos investidores de bolsa: “Procure sempre uma boa corretora de valores, pois os especialistas acompanham o mercado de perto e podem recomendar as melhores opções”, finaliza.


Na turbulência, Morgan Stanley recomenda papéis do setor de energia

Setembro 30, 2008

Por InfoMoney.

Diante do cenário turbulento nos mercados financeiros em nível mundial, os analistas Subhojit Daripa e Carolina Dores, do Morgan Stanley, recomendam a procura por papéis mais defensivos no curto prazo, com baixa exposição ao risco e balanços sólidos.

Neste sentido, a aposta da dupla é que as ações brasileiras do setor de energia e saneamento são atraentes. A equipe do banco destaca os papéis de Eletropaulo, Tractebel, Eletrobrás, Cemig e CPFL.

 

Blindadas

O Morgan Stanley confia que as companhias que foram recomendadas possuem alta liquidez, sólidos fundamentos e pagam altos dividendos. Esse último aspecto garantido pelo fato de que mesmo uma deterioração no cenário macroeconômico teria impacto limitado nos lucros das elétricas. 

Em meio à instabilidade nas bolsas, os analistas revisaram suas estimativas de preços-alvo para incorporar os resultados divulgados no segundo trimestre e, principalmente, um ambiente macroeconômico mais conservador.

 

Confira as recomendações:

*Potencial de valorização para o final de 2008 com base no fechamento de 29 de setembro


Link Investimentos revisa sua carteira recomendada com o desenrolar da crise

Setembro 30, 2008

Por InfoMoney.

A Link Investimentos divulgou nesta terça-feira (30) sua nova carteira recomendada, elaborada levando em consideração os eventos recentes no mercado financeiro. O conjunto de ações, segundo os analistas, oferece boa possibilidade de valorização. 

Segundo a corretora, a revisão dos top picks foi feita tendo em mente a qualidade da administração e controle, o nível de endividamento, os planos de investimentos futuros que demandam dívidas, o quanto do valor da empresa depende de crescimento futuro e liquidez dos papéis.

As empresas retiradas da carteira recomendada pela Link foram ALL (ALLL11), Aracruz (ARCZ6), B2W (BTOW3), CSN(CSNA3) e Net (NETC4). Quanto à decisão de recomendar a venda das ações da Aracruz, a corretora afirmou que “empresas com administrações irresponsáveis e controladores ‘non-friendly’ não merecem mais nenhum tipo de respeito por parte dos mercados”.

Também foram retiradas as empresas small caps, com a razão de alerta devido à restrição de liquidez, que pode, segundo a corretora, tornar a negociação de alguns papéis praticamente inexistente durante crises como a atual. No entanto, a Link esclarece: “continuamos gostando muito de Aços Villares, Log-in, M Dias Branco e Totvs“, de forma que sua exclusão não reflete uma mudança de opinião sobre as empresas em particular.

Por outro lado, foram incluídos os ativos do Bradesco, AES Tietê, Transmissão Paulista e CPFL. A Link justificou as escolhas dizendo que seu principal critério foi solidez e geração de caixa estável, além de não estarem comprometidas com novos investimentos.

 

Confira a carteira:

*Potencial de valorização com base nas cotações do pregão de 29/09/08

 

Por que as novas sugestões?

Bradesco – 
Os analistas acreditam que, no atual momento de crise, o banco está bem posicionado para captar funding mais barato de forma a suportar o crescimento da carteira de crédito. Além disso, o Bradesco é beneficiado com a alta dos juros, pois está aumentando suas margens e rentabilidade, e possui política de pagamento de dividendos mensais que devem se manter estáveis.


AES Tietê
 - Apesar da volatilidade nos mercados financeiros, a Link considera que a geração de caixa da empresa é bastante estável, já que possui 100% de sua energia assegurada vendida por contrato até 2015 com a Eletropaulo.


CTEEP - 
Os analistas da Link acreditam que há estabilidade na empresa pois sua receita já foi definida ao vencer as concessões de transmissão de energia, independente de variação no volume transmitido, além de ser corrigida pela inflação. E a companhia anunciou recentemente que o BNDES aprovou financiamento para novas linhas de transmissão.


CPFL – 
A corretora enxerga a CPFL como uma empresa com forte geração de caixa nos vários segmentos em que atua. Segundo seus analistas, mesmo com a turbulência nos mercados financeiros, os clientes das distribuidoras devem continuar consumindo energia elétrica, sendo que ainda é considerada a possibilidade de um crescimento no volume próximo da economia local.


Rio Tinto May Boost Brazil Iron Mine to 23 Million Tons in 2012

Setembro 30, 2008

Por Diana Kinch, Bloomberg.

Rio Tinto Group, the world’s second-largest iron-ore producer, may more than double planned output at its Corumba mine in Brazil to about 23 million metric tons a year amid rising demand for the steelmaking ingredient.

The company will complete by mid-2009 a $42 million study to expand the mine, located near Brazil’s border with Bolivia, Alan Smith, Rio Tinto vice president of Atlantic iron ore marketing, said today in a presentation in Berlin. Production may reach 23 million metric tons by 2012, he said.

Rio, which also operates mines in Australia and Canada, is seeking to triple iron ore output to 600 million tons a year as part of a growth strategy intended to repel a hostile takeover bid from larger rival BHP Billiton Ltd. In 2007, London-based Rio Tinto produced 178.6 million tons of iron ore.

“Expansion potential exists beyond 23 million tons a year,” at Corumba, Smith said at an iron-ore industry event. The mine produces high-quality lump ore, he said.

In July, Rio approved a first-phase $2.15 billion expansion of the mine to expand capacity to 12.8 million tons a year by late 2010 from about 1.8 million tons at present.

Brazil’s Cia. Vale do Rio Doce, the world’s biggest iron- ore producer, has plans to raise its iron-ore production to 450 million tons a year by 2012.

Rio and BHP won price rises of as much as 97 percent from Chinese steelmakers this year after demand for the steelmaking ingredient gained.


Cautelosa, SLW divulga carteira recomendada para primeira semana de outubro

Setembro 30, 2008

Por InfoMoney.

A carteira semanal da corretora SLW traz cinco recomendações de papéis que, segundo os analistas, trazem boas oportunidades de valorização no curto prazo.

Dentre as perspectivas para os próximos dias, a corretora enfatiza a continuidade da volatilidade observada nos últimos pregões, dada a dependência elevada das principais praças financeiras em relação ao plano de resgate a Wall Street.

 

Portfólio em foco

Na última semana, a carteira recomendada da SLW apresentou performance superior ao Ibovespa, com queda de 3%, enquanto o índice recuou 4,3%. Destaque positivo para as ações de Telesp (TLPP4) e Petrobras (PETR4), com altas respectivas de 6,4% e 1,3%.

No entanto, a corretora optou por realizar duas alterações em seu portfólio, explicitadas pela saída das ações da Localiza (RENT3), que obteve forte desvalorização com a venda de um fundo estrangeiro, e do Pão de Açúcar (PCAR4). Em substituição, entram os ativos de Eletrobrás (ELET3) e Cemig ( CMIG4).

 

Confira as recomendações:

*Potencial de valorização com base em 29 de setembro

 

Por que essas sugestões?

Petrobras - 
As ações da empresa sofreram forte desvalorização com a saída do investidor estrangeiro da bolsa e a queda das cotações do petróleo. Porém, a corretora acredita que, com o possível socorro do governo norte-americano e recuperação do preço da commodity, as ações voltem a se recuperar, seguindo o movimento dos mercados globais.


Cemig
 – Para os analistas, as perspectivas continuam favoráveis para a empresa, tanto no âmbito operacional quanto no financeiro, dada a continuidade na melhoria de eficiência, através de redução de custos e novos negócios.


Eletrobrás – 
De acordo com a corretora, a companhia possui perspectivas otimistas, explicitada pela concretização do lançamento dos ADRs (American Depositary Receipts) nível II, que começam a ser negociados no próximo dia 31. Em adição, a SLW projeta que o resultado operacional do terceiro trimestre apresentará rendimentos favoráveis. 


AES Tietê – 
Os analistas ressaltam as expectativas favoráveis para a empresa, com crescimento de resultados e boa distribuição de dividendos.


Telesp
 – A corretora enxerga a Telesp como uma alternativa conservadora em tempos de turbulência, como o observado nos últimos dias, por causa do perfil da empresa de boa pagadora de dividendos. Além disso, as ações estão muito descontadas na avaliação da SLW.


Não é o banco que quebra, são os seus clientes

Setembro 30, 2008

Por Carlos Alberto Sardenberg, CBN.

A tese segundo a qual o “governo não deve colocar dinheiro para salvar banqueiros” – que circula hoje em todo o mundo – só faria algum sentido se fosse possível isolar os bancos do restante da sociedade e da economia. Não é possível.

Se o governo não coloca dinheiro para resgatar bancos e o sistema financeiro, o que acontece? Os bancos quebram.

O que significa quebrar um banco? Significa que seus ativos não cobrem seus passivos. Você deposita dinheiro em um banco, isso é passivo do banco. É o que o banco lhe deve. Na outra ponta, o banco pegou o seu dinheiro e emprestou para alguém comprar uma casa. Esse empréstimo é um ativo do banco, o que ele tem a receber.

Se o banco não recebe esse empréstimo, ou seja, não consegue realizar esse ativo – porque o mutuário se tornou inadimplente – qual a consequência óbvia? Não terá como devolver o dinheiro do depositante.

Multiplique por milhões de operações de depósitos e empréstimos. Multiplique isso pelos milhões de correntistas, depositantes e aplicadores no sistema financeiro, que são pessoas e empresas  – e terá uma idéia de quem são as vítimas de uma quebra de banco.

Isso é tão óbvio que é difícil entender como as pessoas não entendem e continuam a dizer que o governo não pode dar dinheiro aos banqueiros. Não é aos banqueiros, é ao sistema financeiro, aos bancos e seus clientes, correntistas, depositantes, aplicadores.

Ocorreram várias situações assim. A última nos EUA foi a quase quebra do Wachovia, um bancão de varejo, desses com milhares de agências e milhões de clientes. Quando terminou a sexta passada, o pessoal fez as contas e verificou que o banco não tinha dinheiro para abrir as portas na segunda. Simples assim: se você chegasse com um cheque para descontar, uma duplicata a receber, sacar a poupança, pegar o rendimento mensal de seu fundo de pensão – não haveria dinheiro.

Autoridades das agências econômicas organizaram então a venda do Wachovia para o Citi, com dinheiro público, com dinheiro dos contribuintes emprestado ao Citi.

Suponha que prevalecesse a tese de que não se pode salvar um banco. Os clientes chegariam na segunda e as portas das agências estariam fechadas. Leriam um aviso: quebramos, estamos em falência, contrate um advogado e entre na fila dos credores. Sorry.

Finalmente, essas intervenções não salvam os banqueiros, ou seja, os acionistas dos bancos. Essas ações viram pó, o banqueiro perde o banco.

Ás vezes, eu fico pensando: talvez, uma vez que fosse, numa crise dessas, se adotasse a tese de que não se deve salvar bancos. Haveria uma quebradeira, não de bancos apenas, mas de todos os seus clientes, que seria exemplar.

Mas seria um sacrifício enorme, uma perda de riqueza brutal, só para provar que tal tese é um equívoco brutal.


Entenda o que é o ‘circuit breaker’

Setembro 30, 2008

Por Portal G1.

Bovespa acionou mecanismo pela primeira vez em quase dez anos.
Ibovespa caiu mais de 10% com rejeição de pacote nos EUA.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acionou nesta segunda-feira (29), pela primeira vez em quase dez anos, o circuit breaker, mecanismo que controla a oscilação dos indicadores. A última vez em que a ferramenta fora usada foi em 14 de janeiro de 1999, na véspera da adoção do câmbio livre no país. 


O circuit braker é um mecanismo de controle da variação dos índices. Quando as cotações superam limites estabelecidos de alta ou de baixa, as negociações são interrompidas, para evitar movimentos muito bruscos.



Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o circuit breaker é disparado quando a baixa do Índice Bovespa (Ibovespa) atinge os 10%. Os negócios são então paralisados por trinta minutos e retomados em seguida.


Depois da retomada do pregão, se a queda persistir, os negócios são novamente interrompidos quando a baixa chega a 15%. Desta vez, a paralisação é de uma hora.



Nesta segunda, o mecanismo foi disparado quando o Ibovespa chegou aos –10%, após a rejeição, pela Câmara dos Estados Unidos, do pacote de ajuda aos mercados financeiros apresentado pelo presidente George Bush na semana passada.

 

11 de setembro

No dia dos atentados terroristas contra os Estados Unidos, 11 de setembro de 2001, os negócios também foram interrompidos na Bovespa, mas o circuit breaker não foi acionado.

Naquele dia, o índice Bovespa recuou 9,17% em pouco mais de uma hora de negócios. No entanto, antes que as negociações fossem interrompidas, a bolsa fechou, seguindo um movimento feito pela maioria das bolsas do mundo. A reabertura só ocorreu no dia seguinte.


Com o pacote barrado, quais os próximos passos do Fed? Restam alternativas?

Setembro 30, 2008

Por InfoMoney.

Todo impasse em torno da aprovação do pacote anti-crise apontava para esta segunda-feira (29). Mas a confiança demonstrada por membros da Casa Branca esbarrou na resistência dos legisladores norte-americanos. O mercado viu sua última esperança por água abaixo e desabou em resposta. Mas sem o plano, como ficam os mercados? Qual o próximo passo do Fed ou alternativa que resta para conter a crise?

Primeiramente, o encerramento da votação não representa a queda do pacote. Para um mercado que está em stand by há mais de uma semana esperando pela conclusão desta questão, esta segunda-feira não marcará o final do embate mesmo com o encerramento da votação. O discurso dos deputados no final da sessão “decisiva” desta tarde apontava para este fato. E a julgar pela recepção de George W. Bush à notícia do insucesso do plano, a questão deve mesmo se estender.

De acordo com o Wall Street Journal, o presidente norte-americano mostrou-se muito desapontado com o fato. No final do dia, os noticiários já indicavam que Bush está agendando reuniões com o Federal Reserve e membros do Congresso. Esta segunda-feira serviu para mostrar ao mercado que a resistência é muito grande, ao contrário da visão otimista traçada pela Casa Branca no decorrer da semana passada.

 

“Não há medida alternativa”

Com o insucesso do plano, os investidores passaram a questionar sobre as alternativas para conter o avanço da crise. Neste caso, o Federal Reserve pode retomar sua tradicional atuação monetária ou a já habitual intervenção sobre as instituições financeiras com problemas de liquidez.

No final do dia, Henry Paulson, um dos arquitetos do plano anti-crise barrado pelo Congresso, afirmou que o Tesouro utilizará de todas as ferramentas para conter esta crise. A urgência na atuação sobre o problema é compartilhada por Ben Bernanke.

Mas para amplificar ainda mais a tensão, tudo parece depender mesmo do pacote anti-crise. As palavras de Jason Vieira, da UpTrend Consultoria, são enfáticas: “não há medida alternativa”. Vieira argumenta que não é momento para dar crédito sendo que o problema é sistêmico. “É questão de confiança”, salienta.

 

Debate político acirrado

A opinião de Vieira puxa de volta a responsabilidade política da questão. Neste caso, o Federal Reserve pode utilizar de um corte extraordinário na Fed Funds Rate ou continuar intervindo sobre as instituições penalizadas. O problema é que o sistema financeiro norte-americano parece contaminado por completo e de nada adianta estimular o crédito sem dar confiança para o mercado.

Todos os esforços devem mesmo se voltar para o plano anti-crise, ou para a disputa política que o envolve. O tema veio à tona em um momento desfavorável, em período eleitoral. Medidas a favor dos bancos são muito “impopulares” e nenhum dos partidos parece querer arriscar uma posição mais agressiva.

As declarações de Obama e McCain apontam para este fato. Ambos comentam o assunto de forma genérica. Ressaltam a necessidade de medidas para conter a crise, mas não esquecem de pregar o respeito ao contribuinte.

 

Não pára por aí

Na avaliação de Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores, o impasse sobre o pacote não deve parar por aí, mas os esforços agora devem se voltar para um trabalho político mais competente, pois a segunda-feira escancarou a forte resistência política do pacote. 

Para Ribeiro, Bush, Obama e McCain devem concentrar esforços neste trabalho político de “convencimento” do legislativo e novas medidas devem ser propostas. Bush já se movimenta neste sentido e corre para agendar novas reuniões com o Fed, Congresso e sua equipe econômica. 

Para a BMO Capital Markets, todos os lados sabem da urgência para se limitar os impactos negativos sobre a economia, e este impasse deve se encerrar em breve, até o final desta semana.

O momento desfavorável à questão coloca de um lado a impopularidade de ir contra os anseios do contribuinte, mas por este “momento”, pode representar impactos bem mais preocupantes sobre a economia lá na frente. Como a questão é política e deve se estender, os mercados devem passar mais alguns dias na espera.


sugestão de leitura para hoje.

Setembro 29, 2008

Resolvi deixar a poeira baixar….

Setembro 29, 2008

Caros,

em meio a todo desespero no mercado finaceiro mundial no dia de hoje resolvi deixar a poeira baixar…

Não vejo notícia, relatório ou frase que dê norte a isso tudo.

bom nos resta dar tempo ao tempo.

vejamos oque acontece amanhã…


Crise financeira faz novas vítimas e Ibovespa abre semana em forte queda

Setembro 29, 2008

Por InfoMoney.

Enquanto a aprovação do plano anti-crise se estende nas mãos dos congressistas norte-americanos, novos bancos – desta vez, europeus – rendem-se ao socorro das autoridades monetárias, impactando ainda mais a percepção do investidor sobre a magnitude das turbulências. Nesse contexto, o Ibovespa abre a segunda-feira (29) em forte queda de 3,62%, a 48.942 pontos.

O movimento do benchmark brasileiro não é isolado, pelo contrário: os futuros norte-americanos operam em forte queda, trajetória já trilhada pelas bolsas européias. Surpreendendo os mercados, uma onda de socorros prestados a instituições financeiras em apuros foi observada neste último final de semana no continente.

O banco britânico Bradford & Bingley foi nacionalizado pelo Tesouro do país por US$ 33 bilhões, ao passo que injeções bilionárias de capital foram realizadas na Alemanha e na Bélgica para evitar a falência da Hypo e do Fortis, respectivamente. Os três papéis despencam nesta manhã e carregam consigo a performance das bolsas européias.

 

Wachovia e commodities

Paralelamente, Wall Street também vive novos dias difíceis. Enquanto o aval dos legisladores para o pacote de socorro de US$ 700 bilhões não sai, a crise não pára e acomete novas instituições. Desta vez, o alvo foi o Wachovia, que, pressionado por dificuldades contábeis, vendeu suas operações ao Citigroup, em uma operação auxiliada pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation).

As perdas do Wachovia somam US$ 42 bilhões, entre um total de US$ 312 bilhões detidos em seu portfólio de crédito. Além de tal montante, a FDIC comprometeu-se em arcar com as perdas adicionais. Ainda que a operação vise evitar a quebra do banco, os papéis do Wachovia despencam 90% nesta manhã.

Para agravar ainda mais o clima para o andamento dos negócios no mercado brasileiro, as commodities apresentam forte trajetória de desvalorização nesta manhã. Cotações como as do barril de petróleo, do cobre e de outros metais importantes caem no lastro de temores de maiores impactos sobre a economia norte-americana.

 

Perspectivas

Miriam Tavares, da corretora de câmbio AGK, explica as novas quedas observadas nesta manhã, a despeito da expectativa de aprovação em breve do plano anti-crise: “com a demora para a sua implementação, já não se tem mais a certeza de que, com ele, o governo norte-americano conseguirá controlar a crise nos EUA, da mesma forma que na Europa e no Japão”.

Ademais, Miriam Tavares também vê com cautela a esfera macroeconômica norte-americana, cuja agenda deve continuar trazendo indicadores negativos, mantendo “o viés pessimista e a cautela por parte dos investidores”. A prerrogativa cautelosa é confirmada também pela análise técnica. “A montagem de posições deve visar o longo prazo e ser feita aos poucos”, afirma a equipe da corretora Spinelli, de olho em um Ibovespa que segue abaixo de suas principais médias móveis.

 

Papéis em destaque

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Redecard ON (RDCD3, R$ 21,05, -10,99%), Lojas Renner ON (LREN3, R$ 21,61, -7,17%), Cesp PNB (CESP6, R$ 16,50, -6,41%), Duratex PN (DURA4, R$ 22,28, -6,35%) e JBS ON (JBSS3, R$ 4,79, -6,08%).

 

Fechamento anterior

O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de sexta-feira em baixa de 2,02%, atingindo 50.782 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 20,51%. O volume financeiro foi de R$ 5,04 bilhões.


Petrobras faz segunda descoberta de óleo em Santos

Setembro 26, 2008

Por InvestNews.

A Petrobras informa que comprovou a presença de petróleo no poço 1-BRSA-658-SPS (1-SPS-57), localizado ao sul da Bacia de Santos, em reservatórios arenosos acima da camada de sal. Essa descoberta confirma o bom potencial de petróleo leve nas porções de águas rasas daquela bacia. 
O poço que encontrou óleo situa-se no bloco S-M-1289 da concessão BM-S-40, no qual a Petrobras detém 100% dos interesses. Esse bloco está localizado a cerca de 200 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em profundidade de 274 metros. Fica, também, distante 9,3 quilômetros da primeira descoberta feita ali, pelo poço 1-SPS-56, no prospecto de Tiro, que foi anunciada em maio deste ano. 
Os reservatórios descobertos são do tipo arenoso e estão situados a aproximadamente 2.060 metros de profundidade e são similares aos encontrados recentemente pelo poço 1-BRSA-607-SPS (1-SPS-56). A produtividade dos reservatórios será avaliada imediatamente por meio de um Teste de Formação a Poço Revestido. 
De acordo com a estatal, as dimensões das descobertas feitas por esses poços só serão definidas após Plano de Avaliação que será proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme determina o contrato de concessão BM-S-40. Embora ainda esteja na fase preliminar de avaliação, a empresa, baseada nos dois poços e nas anomalias dos dados sísmicos, estima que o volume recuperável de óleo nessa área seja de aproximadamente 150 milhões de barris de óleo equivalente.


Frase

Setembro 26, 2008

“É MELHOR O CONGRESSO APRESSAR-SE,

O FED ACABOU DE ATIRAR NUM REFÉM”

Citada por Samuel Ramos em seu blog CincoPesosdeDoisQuilos. Extraída de uma notícia sobre a queda do Washington Mutual (WaMu).


Ganho do semestre reparará perda, diz Aracruz

Setembro 26, 2008

Por InvestNews.

A Aracruz Celulose enviou esclarecimento ao mercado a respeito das perdas com aplicações de derivativos por conta da alta valorização do dólar. De acordo com a Companhia, se vier a ocorrer perdas contábeis, a tendência é que elas sejam parcialmente compensadas com os ganhos obtidos no primeiro semestre, refletindo nas informações trimestrais. 

Além disso, a empresa esclarece que as operações não geram impacto de caixa. Foi informado ainda já tem uma empresa especializada em realizar apuração do valor de mercado, portanto não sendo possível a confirmação de tais valores sem a finalização do trabalho. 

Há pouco, as ações preferenciais série B da Aracruz, negociadas na BM&FBovespa, despencavam 17,83%, cotadas a R$ 6,91.


Vale nega qualquer prejuízo ligado à variações cambiais recentes

Setembro 26, 2008

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney.

Depois de anunciadas perdas milionárias no mercado de câmbio, os papéis da Sadia (SDIA4) e Aracruz (ARCZ6) despencam nesta sexta-feira (26). Neste contexto, a Vale (VALE3,VALE5) enviou uma nota ao mercado negando prejuízos atrelados à variações cambiais.

De acordo com o comunicado, a maior parte das receitas da mineradora, aproximadamente 95%, é denominada em dólar, enquanto que, em média, 60% de seus custos operacionais e de investimentos são denominados em reais, sendo o restante em outras moedas.

Todavia, a Vale negou “terminantemente” que tenha sofrido perdas com as variações recentes da taxa de câmbio real-dólar. A empresa alegou utilizar operações de swaps cambiais para a conversão da parte da sua dívida que é denominada em reais para dólares, de sorte que 99% de seu endividamento é denominado em dólares, de forma consistente com a composição de suas receitas por moeda.

 

Política de gestão de risco

Outro ponto destacado foi que as transações de swaps cambiais da Vale são de longo prazo e não contém cláusulas de chamadas de margem, sendo eventuais ganhos ou perdas realizados financeiramente somente por meio da liquidação dessas transações.

Adicionalmente, a companhia garantiu que a sua política de gestão de risco, aprovada pelo Conselho de Administração, proíbe explicitamente a realização de apostas direcionais e operações especulativas com derivativos, o que é rigorosamente controlado na execução das transações.

Os papéis ordinários da mineradora encerraram com queda de 5,8%, cotados a R$ 38,50. Já as ações preferenciais classe A, encerram com desvalorização de 3,7%, cotadas a R$ 34,49.


Warren Buffet alertou…

Setembro 26, 2008

Essa notícia saiu no BBC News em Março de 2003.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2817995.stm


Entenda o que são derivativos no mercado financeiro

Setembro 26, 2008

Por Juliana Rosa

Para tentar se defender de oscilações de preços futuros de um ativo financeiro ou até mesmo alavancar suas aplicações, investidores apostam em derivativos, que são ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.

As modalidades mais utilizadas são a termo e de opções nas bolsas de valores e as operações na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F), como negociação de algumas commodities agrícolas, câmbio, ouro e índices como o futuro do Ibovespa.

Quem acha que o preço do ativo a ser negociado vai subir entra na operação como comprador. Assim, garante que, mesmo que daqui a um tempo o preço suba, ele comprará pelo preço combinado. Mas se o preço cair, o investidor pode ter que pagar pela quantia combinada, que pode ser maior do que a encontrada no mercado à vista.

Em opções, depois de pagar um prêmio ao vendedor, o comprador pode ou não exercer seu direito de compra, ou seja, pode optar. Os vencimentos ocorrem sempre na terceira segunda-feira dos meses pares do ano. Já no contrato a termo, passado o tempo combinado – os vencimentos acontecem normalmente 60 ou 90 dias a partir da assinatura do contrato – as duas partes são obrigadas a liquidar a operação.

No mercado a termo, é preciso depositar garantias. No caso do vendedor coberto (que já tem as ações), as próprias ações negociadas. Já as garantias do vendedor e do comprador descoberto são depositadas em dinheiro, títulos e cartas de fiança, por exemplo. No contrato de opções, o comprador tem que pagar uma quantia ao vendedor pelo direito, se quiser, de comprar as ações. Mesmo que não compre, o dinheiro do prêmio não é devolvido.

 

Liquidar antes do prazo

O economista Antônio Gonçalves explica que as operações a termo podem ser liquidadas antes do vencimento e, por isso, é definido no contrato quem pode pedir antecipação e se o valor a ser pago terá que ser integral ou proporcional ao número de dias combinado.

Os derivativos são usados para fazer hedge. Se uma empresa tem dívidas a pagar em dólar pode fechar na BM&F um contrato de dólar futuro para garantir que pagará a cotação desejada quando tiver que quitar a dívida. “Dessa forma, mesmo que a moeda americana ultrapasse a cotação fixada, a empresa comprará pelo preço combinado. Neste caso, ela estará protegida, ou seja, fez um hedge”, explica Gonçalves.

Os derivativos, quando não são usados como hedge, são investimentos de alto risco. Vamos supor que alguém resolveu fechar um contrato futuro de café como vendedor e apostou que, se hoje vale R$ 14, vai custar R$ 12 daqui a 30 dias. Passado esse prazo, se a cotação cair apenas para R$ 13, e esse alguém não tiver o café, terá que comprar no mercado por R$ 13 para vender por R$ 12 (o valor combinado). Ou seja, vai perder dinheiro, explica o diretor de análise de investimentos da corretora Diferencial, Zulmir Tres.


Save the dog.

Setembro 26, 2008


PAPEL E CELULOSE: Prejuízo da Aracruz surpreende analistas

Setembro 26, 2008

Por Déborah Costa, InvestNews.

A notícia de que a Aracruz Celulose vai registrar prejuízo com aplicações de derivativos em virtude da valorização do dólar frente ao real surpreendeu analistas do mercado. Na opinião de Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, além da surpresa o fato da empresa não divulgar o valor das perdas e, ainda, informar a saída do diretor-financeiro e de relações com investidores, demonstram que a notícia pode ser muito pior. Ontem à noite, a Aracruz informou que o conselho de administração foi comunicado por órgãos internos sobre as perdas com aplicações de derivativos por conta da alta valorização do dólar, devido a grande volatilidade nos mercados mundiais. Além disso, divulgou que o volume de perda máxima em derivativos e de exposição em operações de câmbio futuro podem ter excedido os limites na política financeira da empresa. ‘O mercado está extrapolando que seja alguma coisa grave, quando a Aracruz divulgar o valor do prejuízo os papéis vão cair ou não’, finaliza Pedro Galdi. Instantes atrás, as ações preferenciais série B da Aracruz registravam desvalorização de 19,14%, cotadas a R$ 6,80.


SADIA S.A.

Setembro 26, 2008

FATO RELEVANTE

SADIA S.A. (“Companhia”), em atendimento ao disposto no Parágrafo 4º do Art.157 da Lei nº 6.404/76, na Instrução CVM nº 358/02 e ao OFICIO/CVM/SEP/GEA-2/N. 234/08 desta data, vem informar aos seus acionistas e ao mercado o seguinte.

 

1. A Diretoria Financeira realizou operações no mercado financeiro relacionadas à variação do dólar dos Estados Unidos em relação ao Real em valores superiores à finalidade de proteção das atividades da Companhia expostas à variação cambial.

 

2. Diante da severidade da crise internacional agravada na última semana e da alta volatilidade da cotação da moeda norte-americana, que ocorreu muito rapidamente, o Conselho de Administração, tomando conhecimento da realização de referidas operações, determinou o reenquadramento da exposição aos padrões de riscos e limites estabelecidos no âmbito das políticas financeira e de câmbio da Companhia.

 

3. Neste sentido, a Companhia decidiu liquidar antecipadamente determinadas operações financeiras, o que ocasionou perdas de cerca de R$760.000.000,00.

 

4. O fato ocorrido limitou-se à operação financeira da Companhia, em nada afetando suas atividades industriais e comerciais, as quais continuam em expansão.

 

5. A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado informados acerca da evolução dos fatos ora comunicados.

 

São Paulo, 25 de setembro de 2008.

Welson Teixeira Junior

Diretor de Controladoria e de Relações com Investidores


Chinese Steelmakers Won’t Buy Vale’s Iron Ore, Association Says

Setembro 26, 2008

Por Li Xiaowei, Bloomberg.

Chinese steelmakers, the world’s largest consumer of iron ore, won’t buy the steelmaking material from Cia. Vale do Rio Doce in the “short term” because of a price dispute, the China Iron and Steel Association said.

Chinese steelmakers including Baoshan Iron & Steel Co. and Wuhan Iron & Steel Co. will buy more iron ore from domestic suppliers after reaching an agreement, Shan Shanghua, secretary general of the association said in a statement published late yesterday by China Metallurgical News.

Brazil’s Vale has “broken price agreements unilaterally and is seeking higher prices,” Shan said. China Metallurgical News is a publication run by the association. Domestic mining companies are able to ensure that their product quality and quantity meets steelmakers’ requirements., Shan said

Brazil’s Vale is seeking to raise prices for Asian mills to match what European steelmakers are paying. The China Iron and Steel Association has said Vale’s price demands are “unreasonable” and steelmakers are rejecting the push because of a slowdown in demand from automakers and builders.


Mercados podem abrir pessimistas

Setembro 25, 2008

Por Mirian Leitão, CBN.

Depois de quase duas horas de reunião entre Bush, McCain, Obama, Paulson e representantes dos partidos Democrata e Republicano, não houve um acordo final para o pacote do governo americano. O não fechamento deste acordo, com as propostas apresentadas pelos congressistas durante a tarde, pode fazer com que os mercados abram pessimistas nesta sexta-feira, caso o cenário não mude durante a noite. Hoje, todas as bolsas subiram com a expectativa do acordo para a aprovação do pacote no Congresso.

De concreto, do encontro, só a declaração do porta-voz da Casa Branca, dizendo que o governo americano e os líderes democrata e republicano no Congresso vão continuar trabalhando para se chegar a um consenso. Segundo a versão oficial da Casa Branca, “há [entre os congressistas] um claro sentimento de que é necessário um acordo para acalmar o mercado e evitar uma crise financeira, que afetaria a todos”.


Bolsa Hoje e Guia de Ações – Gradual Corretora

Setembro 25, 2008

Brazilian Stocks Rise After Jobless Rate Falls; Bolsa Climbs

Setembro 25, 2008

Por Alexander Ragi, Bloomberg

Brazilian stocks rose for a second day as a drop in unemployment bolstered optimism that the global credit crisis hasn’t slowed growth in Latin America’s biggest economy.

Lojas Americanas SA, Brazil’s largest discount retailer, gained for the first time this week after the jobless rate in August fell to the second lowest level since 2001. Gafisa SA led a rally in homebuilders as Banco Santander SA said real estate stocks were undervalued and investors may have overestimated the effects of tighter credit. Petroleo Brasileiro SA rose to the highest in a month after it found a “large” deposit of natural gas and light crude oil in the offshore well known as Jupiter.

“The Brazilian economy has never lived through such stability,” said Julio Martins, who oversees $173 million as investment director at Banco Prosper in Rio de Janeiro. “The uncertain variable comes from abroad and we are to some extent protected, but it’s not bulletproof.”

The Bovespa index gained 4 percent to 51,828.46. The BM&FBovespa MidLarge Cap index rose 3.9 percent. The BM&FBovespa Small Cap index gained 2.1 percent. Latin American stocks rallied amid speculation the U.S. Congress will reach an agreement on a $700 billion bailout of financial institutions. 

“The market overdid it a little bit and will tend to recover in the next few weeks as everyone realizes the world is not over,” said Jacopo Valentino, who oversees $4 billion as head of Latin American equity at BNP Paribas Asset Management in Sao Paulo. With the bailout “it’s probably the end of the risk of having a real serious problem. Now we just have a problem.”

Lojas Americanas jumped 11 percent to 8.20 reais. Cia. Brasileira de Distribuicao Grupo Pao de Acucar, Brazil’s biggest supermarket chain, gained 7 percent to 35.30 reais.

 

Adding Jobs

Unemployment in Brazil’s six largest metropolitan areas fell to 7.6 percent last month, down from down from 8.1 percent in July, the national statistics agency said today. The jobless rate was lower than the median forecast of 8 percent in a Bloomberg survey of 19 economists. Brazil’s companies have been adding jobs at a record pace, fueling a surge in income that contributed to second-quarter economic growth of 6.1 percent.

Gafisa, the country’s second-largest real estate developer, gained 5.2 percent to 24.20 reais. Cyrela Brazil Realty SA Empreendimentos e Participacoes, Brazil’s biggest homebuilder, rose 4.6 percent to 20.50 reais. Gafisa was raised to “buy” from “underperform,” while Cyrela was raised to “buy” from “hold,” analysts including Marcello Milman wrote.

“In our view, the market has basically put all homebuilders in the same basket, pricing in a very negative scenario regarding their solvency, even when the probability of a cash shortage seems very far out,” the analysts wrote.

Larger homebuilders in Brazil are better positioned to gain market share organically or through acquisitions, they wrote, adding valuations have become “compelling.”

 

Petrobras Rises

Petrobras gained 4.5 percent to 36.05 reais after it said it will be able to provide a more-detailed estimate of oil reserves in the 1-BRSA- 559A-RJS well after further analysis. Petrobras said Jan. 21 that the deposit appeared to be “Tupi-sized,” a reference to a nearby prospect that it estimates has 8 billion barrels of oil.

Centrais Eletricas Brasileiras SA Latin America’s largest utility, jumped 5.9 percent to 26.37 reais on speculation the company’s plans to increase its capital may lead to a credit rating upgrade. The utility known as Eletrobras said it is seeking approval from shareholders in a meeting today to add 1.86 billion reais ($1.02 billion) to its capital base from “excess reserves of profits.”


A crise de crédito e os impactos de longo prazo no mercado

Setembro 25, 2008

Por Fernando Caio Galdi, InfoMoney.

A crise de crédito no mercado norte-americano e o desaparecimento, este ano, de três dos cinco maiores bancos de investimento dos EUA, trarão sérias conseqüências para a regulamentação, a estrutura do sistema bancário e o processo de avaliação de risco no mercado financeiro. Não se sabe ao certo ainda o que mudará, mas a certeza é que algo acontecerá.

Da mesma maneira como foi criada a SEC após o crash da Bolsa americana em 1929 e da aprovação da Lei Sarbanes-Oxley (SOX) após os escândalos contábeis em 2001-2002, agora se espera uma forte reação do governo e dos reguladores em resposta aos recentes eventos.

No cerne da crise de crédito está uma explosão de empréstimos não tradicionais que possibilitou o acesso ao crédito e a realização do sonho da casa própria (ou de uma segunda, terceira, ou até mesmo quarta residência) a milhões de norte-americanos. Olhando para trás e analisando o funcionamento dessas operações, fica claro que os agentes de mercado desafiaram o bom senso ao realizar e transferir esses empréstimos sem levar em consideração todos os riscos a eles associados. 

Basicamente, ocorriam os empréstimos a taxas de juros muito baixas (pois o patamar da taxa de juros americana entre 2001 e 2005 ficou em um nível historicamente baixo), levando pouco em consideração o perfil de risco do tomador. Esses empréstimos eram securitizados “transferindo” o risco a uma outra instituição. 

Essa instituição compradora, tipicamente uma sociedade de propósito específico, emitia títulos no mercado para financiar a compra dos empréstimos e pagar juros associados ao empréstimo original aos detentores destes títulos. 

Como esses empréstimos eram vendidos com deságio, o juros recebido pelo comprador dos títulos no mercado de capitais poderia ser até maior do que os do empréstimo original. O problema é que o processo de transferência continuava e continuava, fazendo com que os empréstimos originalmente emitidos servissem de lastro para emissão de diversos títulos no mercado de capitais. 

Muitos nomes surgiram para os títulos decorrentes dessas operações, sendo o mais famoso o CDO (collaterized debt obligation). Para tentar diminuir os riscos relativos ao processo, eram criados derivativos de crédito (credit default swaps) e seguradoras eram envolvidas. 

Tudo funcionava muito bem enquanto as taxas de juros permaneciam baixas e os preços das casas que originavam os empréstimos e serviam de lastro continuavam subindo. Mas com a mudança de cenário, a pressão inflacionária e o conseqüente aumento das taxas de juros base da economia, associada à queda dos preços dos imóveis americanos, o esquema demonstrou-se explosivo. Operações que deveriam mitigar o risco não cumpriram direito seu papel, muitas vezes pelo excesso de alavancagem e ganância de algumas instituições e pela falta de uma regulação mais forte para determinadas operações. 

O cenário está dado e os reguladores do mercado norte-americano e internacional buscam aprender com erros. Nunca é tarde para aprender. Nos EUA já existe uma discussão sobre reforma da atual estrutura do sistema financeiro, tornando-o mais centralizado. Discute-se também, a reforma de regras para a transferência de ativos financeiros e mudanças de normas contábeis para essas operações. 

Estamos no olho do furacão. Mudanças virão. As perguntas são: quais serão? Como elas impactarão as empresas norte-americanas e internacionais? E como podem respingar em solo tupiniquim? As respostas só saberemos com o tempo. 

 

Doutor em Ciências Contábeis pela FEA-USP, Fernando Caio Galdi é professor da FUCAPE Business School e escreve mensalmente na InfoMoney.

fernando.galdi@infomoney.com.br


Confira como a crise financeira norte-americana afeta o bolso do brasileiro

Setembro 25, 2008

Por Flávia Furlan Nunes, InfoMoney.

Os efeitos da crise financeira também são sentidos pelos consumidores brasileiros. Quem pensa que as conseqüências só se limitam aos investidores está muito enganado. A alta do dólar e a menor oferta de crédito, decorrentes do cenário internacional, afetam o cidadão comum e, principalmente, seu bolso.

Para se ter uma idéia, a recente valorização da moeda norte-americana pode pressionar para cima os custos de produção de fabricantes que utilizam componentes importados. Por isso, o brasileiro passa a pagar mais por itens como eletroeletrônicos. Os produtos vindos de outros países ficam mais caros.

“Por estarmos praticamente abrindo o último trimestre, já estão sendo fechados os contratos de importação dos alimentos, dos presentes natalinos e dos pacotes de viagens internacionais”, ressaltou o consultor em finanças, Marcos Crivelaro, para explicar que, mesmo que o dólar caia, a cotação atual, que está mais alta, será usada para ditar os preços dos importados.

 

Menos crédito

A crise também deixa os bancos em alerta. Eles deverão aumentar o rigor na concessão de crédito, mesmo com a diminuição do desemprego e o aumento da renda, que indicam que a população está com mais condições de honrar com seus compromissos financeiros. A restrição do crédito se dá por meio de uma análise melhor do cliente.

“Os prazos diminuirão para até 60 meses no máximo, para diminuir o risco de inadimplência”, afirma Crivelaro. Em determinados tipos de empréstimos, os prazos estavam bastante longos, o que fazia com que a parcela coubesse no bolso do consumidor e aumentasse a concessão, como no caso de automóveis que chegaram a mais de 90 meses.

Com uma menor oferta de crédito, o mais comum é que seu valor se eleve. “O custo dos empréstimos deve aumentar porque a tendência é do crescimento da taxa básica de juros para próximo de 15% ao ano.

 

Na dúvida, o que fazer?

Quem quer comprar importados, por exemplo, ainda encontra produtos que vieram para o País quando o câmbio estava mais favorável. Por isso, pode comprar agora, se tiver o dinheiro disponível para tal.

Em relação às viagens internacionais, de acordo com o planejador financeiro Hugo Azevedo, o comportamento de postergar a compra é arriscado. “Se a pessoa vai para Nova York, ver a neve durante o Natal, tem que fechar já”, explicou, completando que o local é bastante demandado e, por isso, os preços sobem. “Quanto mais próximo da viagem, mais caro”.

Quanto à compra de dólares para levar ao exterior, Azevedo recomenda que a pessoa adquira aos poucos. “Compra 20% esta semana, daqui a uma semana ou 10 dias, compra mais 10% e assim vai, até comprar tudo”.

No caso do crédito, a dica de Crivelaro é “buscar financiamentos com taxas máximas próximas a 2% ao mês”.

 

Para os investidores

Conforme explicou Crivelaro, em períodos de crise, o mais indicado para quem investe em ações é não desistir de tudo, ou sair da Bolsa de Valores, para não concretizar o prejuízo.

Agora, se você possui um perfil mais conservador, é melhor aplicar na renda fixa pós-fixada (CDBs, fundos DI e Tesouro Direto), porque é um “porto seguro para as nuvens cinzas da crise”, nas palavras do consultor.


RECOMENDAÇÃO: Coinvalores inicia cobertura de ações da Bematech

Setembro 25, 2008

Por InvestNews.

A Coinvalores iniciou a cobertura das ações da Bematech – provedora de soluções integradas de automação comercial para o varejo, com foco nas varejistas de pequeno e médio porte -, listadas no Novo Mercado da Bovespa, com tag along de 100%, e uma das empresas que compõem o índice BM&FBovespa Small Cap. O principal driver de valor para a companhia é a perspectiva positiva para o crescimento da automatização no varejo brasileiro. “Todas as pequenas e médias companhias vêem na automatização à redução de custo, além de maior controle com impostos, estoques, etc., se traduzindo em maior eficiência e maiores taxas de sobrevivência para estes estabelecimentos”, segundo relatório da Coinvalores

‘Em nossa avaliação, as ações estão sendo negociadas abaixo de seu preço justo, por isso, iniciamos nossa cobertura com recomendação de Compra para investidores que visam o longo prazo’, de acordo com relatório da corretora. O preço-alvo para setembro de 2009 é de R$ 10,00, com upside de 49,3%. 

Há pouco, as ações ordinárias da companhia registravam estabilidade, cotadas a R$ 6,50.


Buscando menor volatilidade, Ágora altera carteiras recomendadas

Setembro 25, 2008

Por InfoMoney.

Em virtude do cenário volátil do mercado de capitais nos últimos períodos, a corretora Agora decidiu alterar a sua carteira moderada, assim como a carteira dividendos, visando a maior proteção e segurança de seu portfólio.

De forma a minimizar sua exposição a ativos de maior risco e aproveitar a rentabilidade oferecida por empresas que pagam bons dividendos, os analistas decidiram pela inclusão das ações da Talesp no lugar daquelas da Suzano Papel e Celulose, na carteira moderada, e da Gerdau, na carteira dividendos.

 

Confira a carteira moderada:
Carteira Moderada Ágora

Carteira Moderada Ágora

*Potencial de valorização tendo como base as cotações de fechamento do dia 24 de setembro de 2008
Carteira dividendos:
Carteira Dividendos Ágora

Carteira Dividendos Ágora

*Potencial de valorização tendo como base as cotações de fechamento do dia 24 de setembro de 2008