Após escalada recente, pode-se falar em tendência de alta dos mercados?

março 25, 2009

Por Roberto Altenhofen Pires Pereira, InfoMoney.

As reações do mercado mudaram de maneira impressionante. Seu humor também vai mudando. De fato, as últimas semanas trouxeram um otimismo não visto há tempos nas bolsas. É verdade que o noticiário deu uma trégua nos últimos dias e alguns indicadores até sugerem certa melhora em alguns pontos para a economia, mas é motivo para se falar em tendência de alta?

Como exemplo, os principais índices de ações dos Estados Unidos demoraram mais de sete meses de baixas para oficializarem o Bear Market somente em setembro do ano passado, acumulando desvalorização de mais de 20%. Somente em março, já registram valorização entre 17% e 14%.

 

Só vê o que quer ver

É inegável que agora a base de cálculo é bem menor, o que torna esta recuperação percentual de março ainda distante de colocar as bolsas nos patamares pré-crise. Mas já é alguma coisa. Falta o aval dos indicadores e do noticiário para confirmar uma tendência de recuperação, ou melhor, garantir que esta melhora das ações é sustentável.

Daí surge um fenômeno comum em alguns períodos das bolsas. Às vezes, o mercado adota um comportamento de manada e passa a olhar certos fenômenos apenas por uma ótica, atribuindo a certos indicadores pesos maiores do que deveria.

 

Não dá para culpar

Tom Sowanick, da Clearbrook Research, lembrou desta questão na véspera. As bolsas dispararam com o plano para ativos tóxicos de Geithner, não exclusivamente por ele, mas porque o mercado já esperava motivos para subir diante de bons indicadores antecedentes. “O plano do Tesouro pode virar o jogo pois é pulverizado por alguns dados econômicos melhores que o esperado”.

Mas em relação à confirmação de uma tendência de alta, este humor do investidor pode manipular um movimento, mas precisa ser alimentado. Ainda gera questionamentos, com uma disparidade de opiniões dos analistas. Richard Bernstein, do Bank of America, afirmou que o rali das ações de bancos era o momento ideal para se vender estes ativos. Como argumento, citou que o plano de Geithner não livraria aquelas instituições de perdas em seus resultados.

De outro lado, Barton Biggs, do Morgan Stanley, recomendou comprar ações norte-americanas e de mercados emergentes, afinal, “estamos no meio de um rali positivo”. Apesar de mais otimista, Biggs reconheceu que é prematuro falar em bull market.


Diferente da economia, bolsa precisa apenas alimentar expectativas para virada

março 21, 2009

Por Roberto Altenhofen Pires Pereira, InfoMoney.

O fantasma de aprofundamento da crise agora dá lugar a uma perspectiva de recuperação, ao menos para quem acompanha o mercado. Perspectiva embasada ou mera torcida, o fato é que as economias sempre se recuperam dos períodos negativos, só não se sabe quando. Como os mercados antecipam os movimentos da economia, seu ótimo desempenho nos últimos dias sugere que o período mais grave da crise pode estar aos poucos se dissipando.

O sinal partiu lá de fora, dos bancos. A confiança demonstrada por instituições como Citigroup, Bank of America, JP Morgan e Barclays fez muito barulho no mercado, seja pela importância do setor financeiro, seja porque partiu dele o primeiro indício de problemas.

Quem tem maior contato com a economia real, com a situação do mercado de trabalho e da produção industrial, ainda não vê motivos para esta ligeira mudança de humor do mercado. No Brasil, a melhora do ânimo é refletida no comportamento da bolsa de uma semana para cá, mas passa longe do lado real.

 

O exemplo da indústria

Os bancos domésticos – sobretudo os maiores – parecem não ter sentido tanto os problemas importados, diferente da indústria. Esta ainda é dependente do fluxo de capital externo, das exportações; até por isto segue divulgando indicadores negativos, ainda que o Brasil seja uma economia com baixo grau de abertura. Os dados industriais do quarto trimestre são exemplo. Mas dados de vendas de automóveis no início do ano apontam que parte do problema foi superado.

Em relatório do Crédit Agricole, o economista Vladimir Caramaschi explica que o desastre da indústria em dezembro foi típico de um processo de acúmulo de estoques. Estas vendas do setor automotivo mostram que se pode esperar recuperação considerável da indústria, “pelo simples fim do ciclo de estoque”.

Por outro lado, Caramaschi alerta para não se superestimar este movimento. A indústria produtora de bens de capital dá claro sinal negativo. Em geral, este segmento trabalha por encomendas e não costuma apresentar ciclos de estoque. “A queda neste setor reflete o forte abalo na confiança das empresas e a piora nas condições de financiamento, o que está provocando o cancelamento e adiamento de projetos de investimento”, ressalta.

 

Recuperação já este ano?

O caso da indústria doméstica prova que uma recuperação concisa depende de muitos fatores, é difícil de se pontuar. Lá fora, o otimismo que ronda o início de ano do setor financeiro sustenta a mudança de humor. Um dos maiores especialistas em crises econômicas do mundo, o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke já muda o tom de seu discurso.

“Acho que nos estabilizaremos, e veremos o final dessa recessão provavelmente neste ano. Veremos a recuperação começar no início do próximo ano”, afirmou em entrevista à rede de televisão CBS. Seu argumento todo gira em torno da confiança de melhoria da situação para os bancos. “A história ensina que você não consegue uma recuperação econômica sustentável enquanto o setor financeiro estiver em crise”.

 

Lado importante

À primeira impressão, um sinal isolado dos bancos dos Estados Unidos parece muito pouco para se acreditar em virada. De fato é, mas sua importância é inegável. De um jeito ou de outro, o setor financeiro apresenta forte correlação com o movimento de praticamente toda a economia, de todos os setores produtivos. Se houvesse de aparecer apenas um sinal, bom que seja dos bancos, que equilibram excedentes de recursos com necessidades de financiamento corporativo.

A demonstração de confiança destas instituições, até o momento, não passa de demonstração de confiança. Ainda assim, ganha força a cada dia, a cada instituição que se une ao coro iniciado pelo Citi. É certo que a crise em algum momento vai passar, mas deste breve sinal de melhora nos bancos até uma retomada sustentável da demanda, da produção, do mercado de trabalho, ainda há tempo.

 

Para o mercado basta

Esquecendo um pouco a economia real e lembrando que a bolsa trabalha nas expectativas, dá para entender este bom desempenho das ações recentemente. 

“Se, no meio do segundo trimestre desse ano, essa expectativa (ou esperança?) permanecer viva, é muito provável que os mercados acionários e moedas emergentes passem por uma vigorosa recuperação, mesmo se a economia real estiver passando seu pior momento”, afirma o estrategista-chefe do Crédit Agricole Brasil.

Para a economia real, alguns fatores básicos ainda precisam mostrar vigor além destes breves sinais de confiança. O fato é que o mercado irá antecipar qualquer movimento. Para ele, basta esta expectativa permanecer viva.


Financial bloggers influence on the rise and companies need to address it

março 17, 2009

Postado no blog New Rules of Investing

For those reading these pages for some time now, you’ve noticed that I believe strongly in the rise of the financial blogosphere’s influence on investor decision making (see our New Rules of Investing), the power of long-tail content (blogs writing about stocks) and how investor relations is changing in its wake (see Dominic Jones’ IR Web Report for great coverage), and how compliance is struggling to keep up with new technologies (see Bruce Carton’s terrific work).  This next story seems to tie all these various facets of my focus together.

BusinessInsider has a great piece regarding a blogger’s analysis and how the company under his analysis is stepping up to the plate to address it.  Zero Hedge, a blog written under the pseudonym of Tyler Durden (Brad Pitt’s character in Fight Club), recently took aim at the National Rural Utilities Cooperative Finance Corporation in a blog post.  This more recent post was a follow-up to a the seminal piece published on the same blog entitled “Exclusive, In Search of the Next Big (Widening) Thing“.

Zero Hedge’s contention was that the NRUC’s CDS, the tools traders use to price risks of defaults in corporate bonds, were trading as if the company, a co-op basically with the role of “middleman between the capital markets and the U.S. government and cooperatives”, was implicitly backstopped (trader parlance meaning supported/backed) by the U.S. Government.  They’re not and don’t seem to have received the same level of scrutiny that TBTF (Too Big to Fail) financials like AIG and Citigroup are receiving.  This should mean that there should have been significantly more default risk inherent in NRUC’s bonds.  There wasn’t.

Until Zero Hedge came along.  After the publishing of Zero Hedge’s piece, NRUC’s CDS did go up, causing the firm to take note of the financial blogger and take him to task publicly.

Anyway, Zero Hedge’s allegations, alongside other research firms, were addressed in a formal press release put out by the firm:

BLOGGER STRIKES AT CFC, ELECTRIC CO-OPS

On March 8, an anonymous blogger who goes by the alias Tyler Durden (the same name as Brad Pitt’s psychopathic character in the movie “Fight Club”) wrote an unflattering opinion of CFC securities in his blog “Zero Hedge.” The blog, which circulated across the Internet, complained that CFC’s credit default swaps (CDS) were trading too tightly to U.S. Treasuries, a sign of strength.

Whether right or wrong in his analysis, the firm addresses his allegations and additional points Zero Hedge made in his post throughout the rest of the press release.  Read the whole press release.

Couple of important things to note in this article:

1. Financial bloggers impact security prices: Whether or not firms like it, financial bloggers (even those publishing under pseudonyms) can impact security prices.  In this case, it was bond/CDS prices, but it could certainly be stock prices (like some of went on last year regarding BIDZ at SeekingAlpha).  Like all analysts, some bloggers do more professional research than others.  The bar here is very low and like it or not, influential financial bloggers can affect security prices.

2. Companies need a strategy to address bloggers: Sending cease-and-desist letters doesn’t cut it as a strategy.  Once a firm recognizes that the playing field is changing, it’s time to accept and figure out how to address these new blogger-analysts.  The firm above addressed it head-on and publicly.  Other firms may decide to address and communicate with bloggers more proactively.  Regardless, to ignore this issue means that companies are ill-prepared to deal with crises, like the one we described above could have devolved into.

3. IR professionals have to get their heads in the game: Just targeting Fidelity doesn’t work anymore.  Fidelity frequently doesn’t want to hear your pitch and to put it bluntly, there are a lot of influential, smart, analyst-bloggers out there that can get their hands around your story better and leverage their networks to drive interest and dollars to your client.  Why go for all-or-nothing by only targeting the largest of buy-side firms?

4. We need a standardized set of compliance rules: Companies are slow to opt-in to this new paradigm partly because they don’t understand the ramifications. How does Ebay’s IR pro deal with tough questions on Twitter?  How do corporate CEO’s handle online Q&A’s, like OptionXpress previous CEO did with SeekingAlpha?  There is no doubt that the SEC sees the Internet as the financial communication medium of the future.  Beyond that, what’s permissible and what’s not is still not clear enough for any real adoption by numerous publicly-traded entities.

 

Acesse o blog  New Rules of Investing


What is a depression?

março 13, 2009

Por Calculated Risk

It seems like the “D” word is everywhere. And that raises a question: what is a depression? Although there is no formal definition, most economists agree it is a prolonged slump with a 10% or more decline in real GDP.

Yesterday I heard an analyst say that a 10% unemployment rate is a depression. But the unemployment rate peaked at 10.8% in 1982, and that period is usually not considered a depression. 

Some people argue the duration of the economic slump defines a depression – and the current recession is already 15 months old. That is longer than the recessions of ’90/’91 and ’01. The ’73-’75 recession lasted 16 months peak to trough, and the early ’80s recession (a double dip) was classified as a 6 month recession followed by a 16 month recession (22 months total). Those earlier periods weren’t “depressions”, so if duration is the key measure, the current recession still has a ways to go.

 

Here is a graph comparing the decline in real GDP for the current recession with other recessions since 1947. Depression is marked on the graph as -10%.

gdpdeclines

Q1 2009 is estimated at a -7.0% decline in real GDP (Seasonally adjusted annual rate). This will push the cumulative decline (peak to trough) to about 3.4%.

Even though the current recession is already one of the worst since 1947, it is only about 1/3 of the way to a depression (assuming a terrible Q1).

To reach a depression, the economy would have to decline at about a 6.6% annual rate each quarter for the next year.

 

The second graph compares the current recession (estimated through Q1 2009) with the more severe recessions of the last century.

gdpdeclines2

Note that the data is annual for the pre-1947 economic slumps.

The Great Depression saw real GDP decline 26.5%.

The post-WWII recession lasted 8 months and saw real GDP decline 13%. This decline in GDP was due to winding down the war effort – something that was celebrated – and is excluded when analysts call the current slump the “worst since the Great Depression”.

I still think a depression is very unlikely. More likely the economy will bottom later this year or at least the rate of economic decline will slow sharply. I also still believe that the eventual recovery will be very sluggish, and it will take some time to return to normal growth.

As I noted last weekend, business cycles have a typical pattern (see Business Cycle: Temporal Order). Housing and personal consumption usually lead the economy out of recession – and both of these areas will probably be slow to recover this time. 

The following table and text are an excerpt from the previous post. The table shows a simplified typical temporal order for emerging from a recession. 

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This business cycle there are reasons that housing will not be a significant engine of recovery. It is possible – see Looking for the Sun – that new home sales and housing starts will bottom in 2009, but any recovery in housing will probably be sluggish.

That leaves Personal Consumption Expenditures (PCE) – and as households increase their savings rate to repair their balance sheets, it seems unlikely that PCE will increase significantly any time soon. So even if the economy bottoms in the 2nd half of 2009, any recovery will probably be very sluggish.

At least we know what to watch: Residential Investment (RI) and PCE. The increasingly severe slump in CRE / non-residential investment in structures will be interesting, but that is a lagging indicator for the economy.

(1) In recent recessions, unemployment significantly lagged the end of the recession. That is very likely this time too.

 
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Situações de sobrevenda extrema

março 13, 2009

Por Sandor Tucakov Caetano, blog Giuoco Piano Trading

Não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro estamos vivenciando uma situação de extrema sobrevenda, existem milhares de maneiras de dizer se o mercado está ou não sobrevendido, mas é claro que nenhuma delas é capaz de dar os pontos exatos de entrada e saída do mercado.

Como estou acostumado utilizar um indicador de curtíssimo prazo para tomar minhas decisões de compra e venda eu já aproveitei e testei o caminho contrário, ou seja, o que acontece se meu indicador aponta uma sobrevenda e continua fazendo isso por X dias.

O gráfico abaixo ilustra os resultados:

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Como é possível perceber no curto prazo (até 3 dias) o retorno médio diário é maior quanto mais dias permanecemos em território sobrevendido, sendo que em “0” teríamos a média dos retornos Bovespa no período. São resultados bem interessantes principalmente para períodos de perdas extensas.

Em termos práticos, imagine um investidor que utiliza osciladores para sua tomada de decisão no curto prazo (até 1 semana) após uma, duas ou até 3 operações perdedoras o perfil de risco retorno fica extremamente favorável para operações compradas.

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Você acha que vai ser milionário no futuro?

março 13, 2009

Por Marcos Crivelato, blog Dinheiro Incrível

Ser milionário é possuir 1 milhão de reais para movimentar em investimentos. Nisso não conta a sua casa, a casa da praia ou o sitio de lazer.
Muito se fala sobre o 1o. milhão. Se algumas condições existirem na vida de uma pessoa é possível:
a) iniciar cedo essa longa jornada. Desde o 1o. emprego começar a poupar;
b) abrir mão de excessos de consumo;
c) atuar em uma profissão que permita economizar R$ 2.000,00/mês ao longo dos anos;
d) a família ajudar na renda familiar.
 
Abaixo um texto sobre o ranking dos bilionários (se você for dono de uma lucrativa empresa, quem sabe?)
 
A crise econômica mundial diminuiu o número de bilionários em todo o mundo e deixou os magnatas um pouco menos ricos, de acordo com a revista Forbes. A publicação listou 793 pessoas em sua lista de bilionários de 2009, 30% a menos do que em 2008. Esta é a primeira vez em que a lista diminui desde 2003.

A riqueza total líquida dos bilionários caiu 46% neste ano, para US$ 2,4 trilhões e a fortuna de um bilionário médio ficou em US$ 3 bilhões, 23% a menos do que em 2008. Apesar de ter perdido US$ 18 bilhões de sua riqueza em relação ao ano passado, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, desbancou o megainvestidor Warren Buffet e retomou o título de homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 40 bilhões. Buffett ficou em segundo lugar, com US$ 37 bilhões. Ele perdeu US$ 25 bilhões de sua riqueza em comparação a 2008 após as ações de sua empresa, a Berkshire Hathaway, terem perdido aproximadamente um terço do valor. O mexicano Carlos Slim Helu, que em 2008 ocupava a segunda posição no ranking, caiu para o terceiro lugar, após ter perdido US$ 25 bilhões das riquezas de 2008.

O executivo-chefe da Oracle, Larry Ellison, é o número quatro. A lista de 2009 contém cidadãos de 52 países e de um principado. Os norte-americanos ocupam 10 das 20 primeiras colocações, em comparação a quatro no ano passado. O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, na 17ª posição, é o único dos 20 mais ricos do mundo que conseguiu aumentar sua fortuna. Bloomberg, que possui um salário de US$ 1 por ano como prefeito, foi beneficiado por uma reavaliação de sua companhia, Bloomberg LP. Ele também readquiriu uma participação de 20% em sua empresa do Merrill Lynch em julho por US$ 4,5 bilhões.

A lista trouxe 32 russos neste ano, quase dois terços a menos do que em 2008. Anil Ambani, dono da indiana Reliance Infrastructure e 34º da lista, perdeu mais dinheiro do que qualquer bilionário do ranking – US$ 32 bilhões. Na lista de 2008, a fortuna de Ambani havia registrado o maior crescimento de todos. O magnata indiano do aço, Lakshmi Mittal, número oito da lista, perdeu US$ 25,7 bilhões no ano passado. O ex-presidente do American International Group (AIG), Maurice “Hank” Greenberg, o ex-presidente do Citigroup, Sandy Weill, e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, estavam entre as pessoas que figuraram na lista da Forbes no ano passado mas que ficaram de fora neste ano.

As informações são da Dow Jones.

 

Brasileiros

Eike Batista, 52 anos, está no seleto grupo de 44 bilionários que conseguiu ampliar sua fortuna ao longo de 2008, segundo a revista Forbes. A fortuna do brasileiro é agora estimada em US$ 7,5 bilhões, um aumento de US$ 900 milhões em relação ao ano anterior. Eike, o brasileiro mais rico, ocupa a 61ª colocação na lista dos mais ricos do mundo divulgada pela revista. Outros 12 brasileiros aparecem no ranking. Joseph Safra, 70 anos, vem logo a seguir de Eike, com a 62ª maior fortuna, US$ 7 bilhões. Jorge Paulo Lemann, com US$ 5,3 bilhões, é o 92º. Na 196ª colocação aparece Aloysio de Andrade Faria, com US$ 3,1 bilhões. Dorothea Steinbruck e família, com US$ 3 bilhões, estão em 205º lugar. Antonio Ermírio de Moraes e família, com fortuna de US$ 2,8 bilhões, ocupam a 224ª colocação. Marcel Herrmann Telles é o 285º mais rico do mundo, com US$ 2,4 bilhões. Moise Safra, com US$ 2,1 bilhões, é o 318º. Os brasileiros ainda são representados por Carlos Alberto Sicupira (318º lugar na lista), com fortuna de US$ 2,1 bilhões, e Abílio dos Santos Diniz (468º), com US$ 1,5 bilhão. Guilherme Peirão Leal, com US$ 1,2 bilhão, e Antonio Luiz Seabra, também com US$ 1,2 bilhão, estão empatados em 601º lugar. Julio Bozano, com US$ 1,1 bilhão, é o último brasileiro no ranking da Forbes, aparecendo na 647ª colocação.

Acesse o blog Dinheiro Incrível


The Little-Guy Economy

março 11, 2009

Por Jill Priluck.

Small, nimble firms are thriving in the downturn.

Acesse a matéria no The Big Money


A situação ainda pode piorar

março 11, 2009

Por Carlos Alberto Sardenberg

Nouriel Roubini está em São Paulo. Está neste momento fazendo uma apresentação em evento da companhia BTG – e fez jus a sua fama de sr. Apocalipse.

Disse que há uma severa recessão global que, se for atacada corretamente e a tempo, isto é, se os governos principalmente fizeram tudo certo e rapidamente, então haverá uma recuperação lá pelo ano que vem.

O problema, disse, é que os governos, no mundo todo, estão “atrás da curva” – ou seja, agindo ou parcialmente ou erradamente ou atrasados. Assim, a cada dia, disse Roubini, aumentam as chances de a situação piorar e a recessão se transformar numa longa depressão.


O próximo apagão financeiro

março 11, 2009

Por Paulo Rabello de Castro.

Os “spreads” nos mercados dão indicação de um próximo choque financeiro, de proporções semelhantes ao abalo sofrido após a quebra do Lehman Brothers. Se o novo apagão acontecer, será um duro golpe nas previsões dos chamados “otimistas de vento”, que insistem em projetar uma recuperação em “V” da economia americana. Os números mais recentes do desemprego nos EUA – mais 650 mil dispensados apenas em fevereiro – tornam fantasiosas as expectativas de uma reversão rápida do quadro geral de piora.

As autoridades americanas tentam, agora, abortar os efeitos aparentes da crise. O julgamento dos primeiros 60 dias de Obama é duro por dois motivos principais: o tamanho do problema e a natureza do abalo com que estão lidando. A equipe do novo presidente herdou um colossal erro de diagnóstico de Paulson, o ex-secretário do Tesouro de Bush, e de Ben Bernanke, chefe do Fed. Ao considerar o problema dos bancos como essencialmente uma “crise dos créditos sub-prime”, o verdadeiro problema de solvência, advindo de classes múltiplas de ativos problemáticos, foi solenemente ignorado. Nisso o Fed perdeu parte da credibilidade, quando seus ativos e passivos saltaram em 100% durante 2008, para cerca de U$$ 2 trilhões, em sucessivos socorros bilionários a bancos e não-bancos.

O novo plano do secretário do Tesouro, o novato Tim Geithner, conseguiu uma proeza a mais: provou aos mercados que o tamanho do problema era, de fato, de vários trilhões de dólares, e que o governo Obama não tinha idéia clara de como lidar com a avalanche por acontecer! Isso foi um mês atrás. Desde então, a confiança dos investidores, que já era quase zero, embicou de vez, jogando fumaça sobre o anúncio do outro plano de Obama, seu pacote de “estímulos” de U$$ 878 bilhões,
com o qual o novo presidente pretende sustar a onda de desempregos. Senadores republicanos falam hoje em “deixar os grandes bancos quebrarem” para proteger os contribuintes de ruinosas e aparentemente inúteis operações de socorro.

Infelizmente, o tremor financeiro mundial aconteceu em ambiente de negação. O governo Bush pedalou sua saída de cena, deixando a Obama a batata fumegante. A questão crucial, neste momento, não é só o tamanho do problema, senão também a natureza do abalo. A sincronização planetária da crise gera ondas de impacto através das retrações sucessivas da demanda mundial por exportações. Nunca houve, em período que se tenha notícia, tal eliminação conjugada de gastos de consumo e investimento. Essa característica é totalmente nova, contrariando os otimistas de vento que viam China e demais BRICs, inclusive nós, como os sustentadores da demanda cadente no âmbito do G7. Como não há fórmula keynesiana para os EUA se livrarem da retração geral, os governos vão gastar o dobro ou o triplo para conseguir metade do efeito esperado. Todos se voltam para o encontro do G20, dia 2 de abril em Londres, mas ainda não se sabe de uma única idéia para se por em prática no dia seguinte, ajudando a recompor a confiança.

Por isso, a economia mundial continuará convivendo com números muito desalentadores. O Brasil, bem defendido inicialmente, não escapará de uma deterioração lenta e progressiva, importada dos demais. Chega a ser chocante, neste cenário de perigos, a absoluta alienação dos políticos em Brasília, que se esgrimam por vagas em arranjos de supostas candidaturas a 2010, numa economia tão prejudicada em sua trajetória de crescimento nos dois anos finais de Lula. Talvez apenas o abalo sísmico, um apagão geral, possa fazer os líderes da pátria amada despertarem de sua própria escuridão.


BB x Banco Votorantim

dezembro 3, 2008

Postado no Blog Lucrando na Bolsa

Negociação parece que emperrou…..

As negociações para a venda de uma fatia minoritária do Banco Votorantim para o Banco do Brasil tomaram um desvio nas últimas duas semanas. “O negócio já esteve praticamente fechado há quinze dias. Mas, hoje, tem 50% de chance de não ocorrer”, diz uma pessoa que acompanha de perto as negociações. Não há acordo sobre preço e nem sobre a divisão de poder.

O Banco do Brasil acha que o Votorantim vale cerca de R$ 10 bilhões e a família Ermírio de Moraes não concorda. Os controladores do Votorantim querem ter voto de minerva no conselho de administração do banco, e o BB não aceita.

As conversas prosseguem, mas num clima muito menos favorável do que em meados de novembro, enquanto o BB ainda negociava em paralelo a aquisição da Nossa Caixa. Naquela época, o banco estatal chegou a concordar com um cálculo que atribuiu valor de R$ 14 bilhões ao banco da família Ermírio de Moraes. Faltava apenas um importante passo: fechar o acordo de acionistas. E foi aí que as coisas começaram a dar errado.

 

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The urge to merge

dezembro 3, 2008

Por Economist.com

Mergers and acquisitions could boom again next year

LIKE every other business activity nowadays (except bankruptcy-advisory work) merging and acquiring companies (M&A) is in a deep slump. Last week BHP Billiton, a mining giant, withdrew from its planned hostile acquisition of Rio Tinto. This is part of a trend of corporate grooms abandoning their would-be wives at the altar. According to Thomson Reuters, that takes the total value of cancelled mergers so far in this quarter to $322 billion, a two-year high and almost as much as the value of completed mergers in this quarter ($362 billion).

Another study, by UBS, found that one-third of the deals announced in America this year have been terminated before consummation. And the number of proposals is down overall this year. Worldwide, the value of mergers and acquisitions completed so far in 2008 is $2.8 trillion, down by 27% from the same time last year.

Shares in Rio Tinto plunged by 37% after BHP withdrew its offer, which suggests it was a wise decision to pay whatever break-up fees it will incur. The general plunge in share prices will cause many bidders to rethink offers that seemed reasonably priced only a few months ago.

Although BHP had secured the necessary debt—a luxury available to few would-be bidders now—it was concerned that taking it on would worry its investors, especially given the uncertainty about when credit markets will be liquid enough to allow existing debt to be refinanced. Moreover, to please antitrust regulators, BHP would have had to sell off various bits of the combined business, and in the current climate it had no confidence that it would be able to find buyers (at least not at anything resembling a decent price). Since calling off the acquisition, the price of insuring BHP against default has fallen sharply.

There is now speculation that two other multi-billion dollar deals will be called off. The acquisition of BCE, a Canadian telecoms giant, by private-equity firms seems in extreme peril, following “preliminary” comments by its auditors that the amount of debt the buyers intended to impose on the firm would render it insolvent. Roche, a big drugs firm, insists it will complete its $43.7 billion acquisition of Genentech, but this claim is being met with growing scepticism.

That is now. But what will happen when confidence returns to the financial markets and good deals can get funding? At current share prices, attractive targets abound. Industry troubles will likely make private-equity firms more enthusiastic sellers than buyers, creating a big opportunity for companies to do “strategic” M&A—buying their weaker rivals, cutting costs and so forth. This was much harder when private equity could borrow as much as it wanted and so pay often daft prices.

At the same time, the economic downturn will make weaker firms more willing to accept offers than they were in good times. Jumping into bed with a strong suitor is a more appealing prospect than lonely bankruptcy.

In short, when the M&A business re-opens, which, given the speed of mood changes in financial markets, may be sooner than the current gloomy consensus thinks, it will be a buyer’s market. Do not be surprised if many buyers are those firms that recently called off their proposals, only to find themselves delighted to rekindle an old flame.


Interessado em dividendos? HSBC lista dez maiores yields esperados para este ano

dezembro 3, 2008

Por InfoMoney.

Em seu relatório mensal de top picks publicado na última segunda-feira (1), a HSBC Corretora divulgou uma lista das empresas que possuem os maiores yields estimados para 2008, visando os investidores que focam suas aplicações na busca por distribuição de proventos.

Praticamente consenso entre os especialistas, focar as aplicações em papéis de empresas que possuam uma boa política de distribuição de dividendos pode ser uma boa pedida em períodos de maior turbulência do mercado, como o atual.

 

Cenário macroeconômico

Neste sentido, a instituição destaca a volatilidade observada novembro, aquém em relação a outubro, mas acima da média histórica do VIX (Volatility Index). Ressaltam-se também as inúmeras tentativas do Estado de apaziguamento do mercado, como as medidas do Federal Reserve nos EUA e as intervenções cambiais pelo Banco Central do Brasil.

“Os investidores estrangeiros, motivados por resgates massivos, foram forçados a vender, sem considerar o que os fundamentos poderiam indicar. Portanto, acreditamos que a principal força por trás da atual desaceleração no mercado brasileiro é motivada por fluxos ao invés de fundamentos”, analisa Alexandre Gartner, economista-chefe das pesquisas do banco, acerca da saída de capitais da Bovespa.

Por conta desta nova realidade, muitos investidores estão à procura de ativos mais defensivos, com empresas que possuem bons históricos de distribuição de seus lucros.


Confira a lista:

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(1)Estimativas Thomson

(2)Estimativas HSBC


Um “new deal” mundial

dezembro 1, 2008

Por Jaime Lerner para o Terra Magazine.

5,6 trilhões de dólares é o total de recursos já empenhados pelo governo dos Estados Unidos em medidas que têm como objetivo superar a crise financeira.

O mundo assiste aos anúncios sucessivos de socorro financeiro por parte dos governos, a bancos, montadoras, agências de crédito, real state. A explicação tem sido a necessidade premente da garantia de empregos.

Isto é, vamos continuar jogando recursos num sistema financeiro que não soube se controlar, atingindo o caos da irresponsabilidade.

Alguns economistas acham que a saída seria aumentar gastos públicos, desde que não seja de forma permanente.

A ironia é que tempos atrás, o setor privado é que cobrava dos governos a responsabilidade fiscal, conseguida em parte a custa de cortes de investimentos sociais, adiando avanços de qualidade de vida tão necessários.

O grave nisso é que essas injeções de recursos ocorrem de maneira abstrata, sem gente. Claro que o objetivo é a garantia de empregos, mas esses empregos não significam que as pessoas sejam beneficiadas.

Se o argumento básico é a manutenção de empregos, que tal uma injeção de qualidade de vida. Não se pode esquecer que investimentos em qualidade de vida geram mais empregos.

Vamos direcionar a agulha da injeção para um novo paradigma. Melhorar a oferta de habitação, transporte coletivo e saneamento em todos os países. Já imaginaram toda essa dinheirama redirigida para gente?

5,6 trilhões de dólares (só os Estados Unidos) mais o que os demais países estão bancando dariam para melhorar as condições para a África sair da miséria. Basta direcionar os recursos para habitação, saúde, educação, transporte público e saneamento. As palavras crédito e infra-estrutura são muito genéricas para que se assegure que realmente os recursos financiarão as necessidades de casa, água e esgoto, transporte público. E olhe que parte desses recursos tem retorno. Não é o crédito (para os bancos), é a qualidade de vida para gente. Esses recursos devem ser carimbados para as pessoas. O dólar com cara de multidão, de gente, oportunidade de um ‘new deal’ mundial.

O grande desastre sempre foi a separação das atividades econômicas dos assentamentos humanos. Tratar a economia separada das pessoas. E os experts explicando a tragédia, ou prevendo o quanto ela vai nos atingir.

Se projetarmos a tragédia, vamos encontrar a tragédia. É essa a tendência dessa ciência post-facto que não acerta nunca porque joga contra as pessoas. Sempre com a chave na mão, sem encontrar a fechadura.

 

Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, foi três vezes prefeito de Curitiba e duas vezes governador do Paraná. É consultor de urbanismo da ONU e presidiu a União Internacional de Arquitetos (UIA), sediada em Paris.


Redundância Volátil

dezembro 1, 2008

Por Sandor Tucakov Caetano, no blog Giuoco Piano Trading.

Semana passada foi uma semana interessante para o investidor Brasileiro que conseguiu ver uma forte recuperação do mercado. O que acontece é que o mercado continua bem mais volátil do que estávamos acostumados a ver nos últimos 7 anos e esta alta volatilidade tem persistido por um tempo já. A implicação disto ocorre diretamente nos modelos de controle de risco que deveríamos adotar para controlar nossas posições no mercado.

Pensando em um sistema mecânico de investimentos teríamos alguns possíveis cenários a serem contemplados com essa volatilidade. Um deles seria o de que o número de “whipsaws” (movimento de uma ação em uma direção – geralmente adversa a nossa posição – e depois sua rápida recuperação) para aqueles que trabalham com stops mais apertados. Além disso, estes investidores também testemunharam uma série de movimentos adversos na forma de “slippage” (Diferença entre o preço do stop e o preço executado na operação) pois tem sido comum observarmos aberturas maiores que 2%, então, em um dia em que os ativos abrem com uma diferença de uns -5% em relação a abertura alguém que tinha seus stops a -2% ou é executado imediatamente (perdendo 5% ao invés de 2%) ou fica com uma ordem morta em um preço que o ativo não mais irá negociar no curto prazo.

Outro cenário seria o daqueles que trabalham com o tamanho de suas operações baseado na volatilidade, então quanto mais volátil o mercado menos se arrisca e vice versa. Este tipo de modelo pode simplesmente invalidar algumas operações que teriam que ser bem pequenas para comportar tamanho aumento na volatilidade tornando-as caras do ponto de vista de custos – um investidor que possuía um modelo que o mandava investir 10.000 com volatilidade moderada iria investir somente 5.000, e o peso dos custos de transação em cima de 5.000 é bem maior o que tira um pouco o viés do investidor.

 

Acesse o blog Giuoco Piano Trading


Cartoon…

novembro 25, 2008

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Será que estão baratas ou estão caras?

novembro 25, 2008

Por Eric Martin e Michael Tsang, Postado no blog Lucrando na Bolsa.

A compra das ações mais baratas já comercializadas nos EUA desde a Presidência de Ronald Reagan (1981-1989) pode ser uma aposta incauta. Os investidores estão pagando US$ 9,24 por dólar previsto de lucro operacional no próximo ano por papéis de empresas constantes do Índice Standard & Poor”s 500, metade da mediana de duas décadas de US$ 18,10, segundo dados reunidos pela Bloomberg. Embora isso possa sugerir que as ações vão recuperar-se de sua pior queda desde 1931, os diretores da Key Private Bank, do Morgan Keegan e do Hartford dizem que as ações deverão continuar caindo, uma vez que os lucros estão abaixo das estimativas de Wall Street de 14% de crescimento no ano que vem.

Empresas que vão desde a New York Times Co. até a Tesoro Corp. podem revelar-se caras com base nos lucros do ano que vem, depois que seus resultados ficaram aquém dos prognósticos em mais de 20% em 2008. Os lucros das empresas monitoradas pelo S&P 500 caíram por cinco trimestres seguidos, seu maior período de retração consecutiva desde a recessão de 2001, quando as ações americanas caíram por sete outros meses depois que os lucros alcançaram seu ponto mais baixo, segundo dados reunidos pela Bloomberg. O mesmo comportamento, caso se repita, deixará as ações americanas atoladas em uma retração por mais um ano.

“Os mercados tendem a sair de um movimento de liquidação maciça muito mais devagar que o previsto”, disse Bruce McCain, estrategista-chefe de investimentos do Key Private Bank “Os lucros vão mostrar as mesmas tensões. As pessoas têm de se resguardar, para não pegar a batata quente.”

 

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A Fazenda e o malabarismo com as contas

novembro 25, 2008

Por Carlos Alberto Sardenberg

O Ministério da Fazenda sustenta que está fazendo um ajuste fiscal pois as despesas de custeio, pessoal e previdência estão crescendo abaixo da expansão das receitas e do Produto Interno Bruto (PIB) nominal. É o que diz hoje, por exemplo, o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

É verdade que as despesas seguem atrás, mas isso não é ajuste.

Ocorre que a inflação, que ficou alta neste ano, afeta diretamente a arrecadação de impostos, feita sobre preços nominais, e impacta imediatamente a apuração do PIB. Ou seja, é como se receita e PIB fossem indexados à inflação, mensalmente.

A despesa não é. Os gastos dependem do que está previsto no orçamento e não são corrigidos todo mês pela inflação decorrida.

Assim, quando a economia cresce mais forte que o previsto e quando a inflação também avança mais que a previsão, como ocorreu, a receita e o PIB vão necessariamente mais depressa que a despesa.

Mas o movimento inverso também ocorre. Quando a economia desacelera e a inflação cede, receita e PIB nominal caem, mas não as despesas, ou a maior parte das despesas.

Tome-se o caso dos gastos com pessoal. No acumulado janeiro a outubro de 2008, os gastos com pessoal cresceram 10,1% sobre o mesmo período do ano passado. A arrecadação total aumentou 18% e o PIB nominal, 12,7%.

Arrecadação e PIB podem desacelerar, mas os gastos de pessoal não caem. E o governo já acertou e contratou diversos reajustes para os próximos anos.

Em resumo, as contas públicas estão sendo beneficiadas por um período excepcional de crescimento com inflação.

Outro malabarismo. A Fazenda diz que o crescimento dos investimentos foi de 74% (no caso do Projeto Piloto de Investimentos, obras públicas) e de 41% quando se contabilizam todos os investimentos, incluindo setores de saúde e educação. Faz uma boa impressão, mas é que se parte de valor muito baixo.

Até outubro, por exemplo, o gasto total com investimentos foi de R$ 20 bilhões. Os outros três itens de despesas: previdência, R$ 160 bilhões, pessoal, R$ 102 bilhões; e custeio, R$ 106 bilhões.


Falta de crédito abala sucroalcooleiras; destaque a empresas capitalizadas

novembro 25, 2008

Por InfoMoney.

O Credit Suisse afirmou que suas perspectivas são que o preço do açúcar suba no próximo ano e haja diversas oportunidades de fusão e aquisição no setor dentro do País. A nova análise foi feita com o objetivo de mensurar os impactos da falta de crédito no Brasil.

Segundo o banco, com a escassez de liquidez, os produtores açucareiros estão tendo dificuldades para pagar os fornecedores de cana, além de alguns já não estarem conseguindo rolar suas dívidas de curto prazo.

Entre outras implicações apontadas pela equipe estão o menor investimento em fertilizantes no ciclo de 2009/2010 e adiamento de projetos no setor que deveriam ser iniciados na próxima safra.

 

Perspectivas

O Credit Suisse lembrou que a proporção de oferta/demanda estimada pelo USDA (United States Department of Agriculture) durante a safra de 2008/2009 é de 23,8%, baixa frente ao pico de 28,8%. “Não ficaríamos surpresos de ver essa proporção caindo ainda mais para 21-22%”, afirmou.

No entanto, o esperado é que o consumo de etanol suba no próximo ano, caso as vendas de carros total-flex se mantenham estáveis no Brasil. “Mesmo que as vendas automobilísticas caiam 20%, ainda haverá demanda adicional”.

O que pode prejudicar a demanda do produto, na visão dos analistas, é a desvalorização do barril do petróleo que, se cair abaixo de US$50 por barril, deve fazer com que o etanol perca sua vantagem competitiva.

 

Companhias beneficiadas

A equipe afirmou acreditar que companhias bem capitalizadas se beneficiarão significantemente de uma menor proporção de oferta e demanda em 2009. Os dois exemplos foram a Cosan (CSAN3), cujo preço-alvo é de R$ 19,00, e a São Martinho (SMTO3), com preço-alvo de R$ 11,00.

“Elas não terão que reduzir seus investimentos em campos açucareiros, mas talvez apenas atrasar alguns de seus planos de expansão”, justificaram os analistas.


Então, você ainda espera que a China salve o mondo?

novembro 18, 2008

Por Samuel Ramos, Clube Vienna Blog.

 Sim, eu sei que os dados trimestrais do Partidão Chinês dizem que a economia deles cresceu 9% nos últimos 12 meses, número um pouco menor que os 10,4% anunciados ao fim do primeiro semestre.

Também sei que muitos analistas contam com eles para salvar o mondo da recessão, sobretudo aqui no Braziu, importante fornecedor de matérias-primas utilizadas na produção manufatureira da China.

Porém, é preciso ter em mente o conceito estabelecido por Benjamin Disraeli quando avaliamos os números divulgados pelo Partidão: “existem mentiras, mentiras malditas e estatísticas”.

Dois indicadores, por exemplo, parecem dizer muito mais que os números oficiais: são eles o BDI (Baltic Dry Index, vide glossário) e os dados recentes sobre a geração de energia elétrica naquele país:

 

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Baltic Dry Index:

      Compre um sorvete, ganhe um frete transoceânico

 

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Geração de energia elétrica (electricity output) na China:

Maior queda em uma década

 

Acesse o Clube Vienna Blog


Um pouco do mundo real

novembro 18, 2008

Sugestão de leitura:

In bad economy, boat owners abandon their vessels no US Today


Vienna Investidor – Edição Inaugural

novembro 18, 2008

Vienna Investidor – Download

 

Relatório disponível no Clube Vienna seção Downloads


Vale Falls as Santander Cuts Share Estimate on Global Outlook

novembro 18, 2008

By Paulo Winterstein, Bloomberg.

Nov. 17

Cia. Vale do Rio Doce, the world’s biggest iron-ore producer, fell to the lowest this month after Banco Santander SA cut its forecast for the U.S.-traded shares by half because of a “more challenging” global outlook.

Rio de Janeiro-based Vale dropped 4.1 percent to 23.50 reais in Sao Paulo trading at 10:22 a.m. New York time. The American depositary receipts fell 2.8 percent to $11.15 in New York.

Vale’s ADRs will likely trade at $18 each at the end of 2009, wrote analyst Felipe Reis. That’s a 55 percent cut from his previous estimate of $40 for the ADRs.

“We are adjusting our estimates for Vale in order to reflect the more challenging scenario in the commodities market,” Reis wrote in a note. The cut takes into account ”the significant global economic slowdown,” he wrote.

Merrill Lynch & Co. today cut its 2009 economic growth forecast for Brazil to 2.9 percent, from a previous estimate of 3.1 percent, as scarcer credit and the lagging effect of monetary tightening weigh on consumer demand. Britain’s biggest business lobby said the U.K. slump may be deeper than earlier predicted and Japan entered its first recession since 2001.

Iron-ore contract prices, at records after six years of gains, may halve next year as demand from China slumps, Australia & New Zealand Banking Group Ltd. said today in an e-mailed report. Goldman Sachs JBWere Pty, UBS AG and Macquarie Group Ltd. have lowered forecasts for iron ore since October.


Exportação de carne bovina para a Rússia caiu pela metade

novembro 18, 2008

Por Alvaro Gribel, Blog da Miriam Leitão.

A crise financeira que atingiu em cheio a Rússia respingou por tabela nos exportadores de carne bovina do Brasil. As exportações para o país em outubro simplesmente caíram pela metade porque os compradores russos não conseguiram finalizar as compras já contratadas.

Segundo relatório da Scot Consultoria, em setembro foram enviadas 64,33 mil toneladas equivalente de carcaça para a Rússia e em outubro o volume caiu para 32,15 mil toneladas.

Para se ter uma idéia de como a Rússia é um mercado importante para a carne bovina do Brasil, um quarto de tudo que é exportado é destinado aos russos. Como eles ficaram com dificuldade de crédito, forçaram renegociações de preços com os exportadores brasileiros.

- Os russos disseram que não tinham condições de pagar e como ficava mais caro ou até mesmo impossível trazer de volta a carne que já havia sido despachada, os exportadores brasileiros foram obrigados a reduzir preços das mercadorias – explicou a consultora Maria Gabriela Tonini.

A redução pela metade no volume de carne exportada para a Rússia provocou uma diminuição na mesma proporção no faturamento obtido com estas vendas. Enquanto em setembro o faturamento com as exportações atingiram US$ 204,08 milhões, em outubro o valor ficou em US$ 103,67 milhões.

Acesse o blog da Miriam Leitão.


Cartoon….

novembro 18, 2008

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A hora de comprar ações é…

novembro 18, 2008

Postado no Blog da Mara Luquet, CBN.

“… não sei, não dá para saber, porque hoje tenho uma opinião, mas amanhã terei outra, pois a situação é muito difícil”.

Dório Ferman – Opportunity

Ferman diz que não está comprando ações, mas está comprado. Para ele, não existe hora de comprar ações, o que existe é prazo. Segundo Ferman, é tola a idéia de que é possível achar o fundo do poço. 

 

“…quando o preço do petróleo chegar a US$ 25”.

Marcelo Ribeiro – Pentágono Asset

Segundo ele, haverá uma deflação global porque há um excesso de capacidade de produção, principalmente em commodities e os preços começam a cair. Até 2001 a média de longo prazo do preço do petróleo era de US$ 25. Depois essa média aumentou para US$ 75 por conta do ciclo de alta no preço das commodities. Ribeiro diz que só anima a comprar ações quando o preço do petróleo voltar para a média histórica de US$ 25 porque a bolsa brasileira está altamente correlacionada com o petróleo.

 

“…caso a caso, escolhendo empresas que tenham valor, mas que foram massacradas por esse processo de desalavancagem que está destruindo valor de tudo de forma generalizada”.

Marcelo Karvelis – Cláritas Asset Management

Karvelis diz que o fato de estar barato não significa que possa ficar mais barato, pois o fluxo de venda de ações está longe de acabar. O resultado das empresas deverá continuar vindo ruim. Portanto, as incertezas são muitos e as certezas são poucas e ruins. A que preço chega o petróleo? “Não sei”, ele diz. Mas sei que já existe uma desaceleração econômica mundial já contratada, por exemplo. No entanto, há empresas com geração de caixa consolidada, sem dívidas, que chegaram a um preço muito baixo.

 

“…sempre e nunca”.

Saul Sabbá – Máxima Asset Management 

Sabbá diz que a hora é de comprar é sempre, mas seletivamente porque ele já observa empresas que não tem problemas e estão num mercado inelástico, ou seja o consumo pode cair um pouco, mas as pessoas vão continuar usando. Essas empresas estão a um preço que já compensa. Segundo ele, o investidor tem que comprar tempo, empresas com sustentabilidade no longo prazo porque chega a um patamar de preço que só o retorno com dividendos já é enorme. Nunca comprar qualquer coisa a qualquer preço.

Acesse o Blog da Mara Luquet


Nossa Caixa…

novembro 6, 2008

picture-2Em tempos de crise alguns papéis impressionam, mas reparem na performance nos últimos de 365 dias. No final de 2007 o papel sofria…

Com a fusão Itaú-Unibanco, os bancos Bradesco e Banco do Brasil devem em breve correr atrás, com isso a Nossa Caixa pode ser o alvo de uma possível compra e o mercado não demorou muito a responder a isso.


É prudente trocar o piloto na hora da turbulência?

novembro 5, 2008

Tem razão de ser o comentário. Você vai no banco, contrata um fundo de investimento qualquer para que um especialista administre seu dinheiro. Claro que você pesquisou, leu o prospecto, falou com seu gerente do banco (talvez até tenha lido o regulamento do fundo, aquele contratinho cheio de letrinhas miúdas). Aí, de repente, chega o extrato na sua casa com rendimento negativo…

Pior ainda: o banco recebe a taxa de administração, independente da rentabilidade da cota.

Sempre evitei fundos de bancos. Porque não dá para saber que tipos de papéis compõe a carteira. E se for para ter somente títulos federais, é melhor ir direto para o Tesouro Direto.

Recentemente, estive em uma reunião em que o tema reinante era a crise econômica. Estavam presentes pessoas bem informadas e com recursos aplicados em fundos de investimentos de todas as classes (ações, multimercado, long short etc). Ao longo da conversa, observei que se iniciou uma corrente de repulsa aos serviços prestados pela indústria de gestão de recursos. Sem qualquer segregação ou juízo de valor, a atitude comum era de que os gestores eram incapazes de oferecer serviços de qualidade em situações de crise. “Para perder dinheiro, eu perco sozinho!” era a frase recorrente.

Ocorreu-me, então, uma imagem: um vôo internacional com os passageiros desfrutando da champanha primeira classe. Todos confiam no piloto. Sequer imaginam se foi colocado combustível suficiente ou se foram tomadas medidas de segurança. Não sabem, ao certo, que riscos corriam e desfrutam dos prazeres da viagem. Enquanto tudo ia bem, o piloto é congratulado. Diante de uma grande turbulência, o avião treme e começa a descer. Alguém a bordo recomendaria trocar o piloto por um dos passageiros?

 

Postado no blog Lucrando na Bolsa.


Economy Shifts, and the Ethanol Industry Reels

novembro 5, 2008

Por KATE GALBRAITH, NYTimes.com.

As producers of ethanol navigate a triple whammy of falling prices for their product, credit woes and volatile costs for the corn from which ethanol is made, an economic version of “Survivor” is playing out in the industry.

Last week, VeraSun, one of the nation’s largest ethanol producers, announced that it had filed for bankruptcy protection after its bets on the price of corn turned out to be wrong — and costly.

Several other small producers have filed for bankruptcy this year, and construction plans for several Midwestern ethanol plants have been postponed or shelved. Shares in the handful of publicly owned ethanol companies have mostly been slumping all year. Aventine Renewable Energy and Pacific Ethanol, for instance, have both lost more than 80 percent of their value since the beginning of the year.

While producers pin their hopes on rising government mandates for the use of ethanol, analysts who follow the industry voice concerns that more companies could go under. They expect a wave of consolidation to sweep the ethanol business once the credit crisis eases.

Ian Horowitz, an analyst with Soleil Securities, said that he was particularly worried about BioFuel Energy, an ethanol maker. The company, based in Denver, is low on cash and has had problems similar to VeraSun’s, losing $46 million when commodity-price hedges turned out badly.

“Like the airlines, sometimes one goes in, the others run to go in, too,” said Mr. Horowitz, speaking of bankruptcy protection.

BioFuel Energy’s shares have fallen to 57 cents, from a high of $7.75 in January. The company did not respond to requests for comment.

Archer Daniels Midland, the agribusiness giant that is one of the largest ethanol producers, reported higher overall profits on Tuesday — but recorded a sharp drop in operating profit for its corn processing unit, which includes ethanol production. The company, which also announced a new $370 million investment in Brazilian ethanol made from sugar cane, is far more diversified than its smaller competitors who are focused on ethanol.

Nowadays, gasoline sold at many stations nationwide includes about 10 percent ethanol, with a few stations in the Midwest selling an 85 percent ethanol blend. Many politicians have embraced ethanol as a way to court farmers and because it is produced domestically. Most research suggests that corn ethanol offers modest benefits in lowering emissions of climate-altering greenhouse gases, though production of ethanol has contributed to rising food prices.

The federal government began mandating the use of ethanol in a 2005 energy bill, setting off a building boom in ethanol plants. A 2007 energy bill substantially raised the quotas, which will require 10.5 billion gallons of ethanol next year and 12 billion gallons in 2010.

Energized by strong government support and a profitable year in 2006, the industry redoubled its building spree. High gasoline prices also encouraged refiners to use more of the cheaper ethanol over the past year. In August, nearly 50 percent more ethanol was produced than a year earlier, and many more plants were on the drawing boards.

But then ethanol companies got a rude shock: corn prices hit record highs this summer after the Midwestern floods. That made ethanol more expensive to produce. Fearing that prices would go even higher, some producers — including VeraSun, BioFuel Energy and Glacial Lakes Energy, a South Dakota farmers cooperative — entered into contracts intended to protect them if corn prices rose.

“We were hearing $8, $9, $10” a bushel, said Jim Seurer, the interim chief executive of Glacial Lakes. “We sought protection from that.”

But after the fields dried and it became clear the nation would have a good corn harvest, the market turned again. Companies that had locked in around $7 and above were stuck watching corn fall to $4 a bushel.

In a statement last month, Mr. Seurer’s company reported “significant margin and hedging losses due to the sharp downturn in the price of corn.”

Fewer than 10 of the country’s ethanol plants have stopped operating, according to Matt Hartwig, a spokesman for the Renewable Fuels Association, an industry group. But construction times have slowed and some plants in the planning stage have been halted.

Falling ethanol prices have compounded the squeeze on producers. These roughly track gasoline prices, and are down by nearly 40 percent since June, despite a recent uptick.

On top of all that came the credit freeze, which hurt companies that needed operating loans. With companies’ share prices falling, it became difficult to raise investment capital, too. VeraSun, for example, sought to issue 20 million shares to raise money, but that failed and it was forced to file for bankruptcy protection.

A few months ago Glacial Lakes, the South Dakota cooperative, failed in its efforts to obtain financing from a group of banks, including some Wall Street lenders, Mr. Seurer said. It is asking its members — many of them farmers — for $11.3 million more to cover operational costs.

Ethanol “has been hit much harder than most other industries,” said Kevin Calabrese, an analyst at Argus Research, citing the volatility in corn and natural gas prices, the two main inputs for making ethanol.

The credit crisis will also prevent consolidation that otherwise would be expected in a hobbled industry, experts say.

“The industry should be consolidated — I think everybody believes that,” said Mr. Horowitz of Soleil. “But who is going to finance anything right now, let alone a very low-margin business that doesn’t look like it’s going to get better in the near term?”

Some are more optimistic, in part because of lower corn prices.

“The future of the industry looks very bright,” said Ronald H. Miller, president and chief executive of Aventine, citing the rising federal quotas for producing ethanol.

But he characterized the current environment as “choppy.” Aventine lost about $30 million earlier this year on certain securities, and recently delayed construction on a Nebraska plant to stretch its cash.

VeraSun, whose 14 operational plants account for 13 percent of the nation’s ethanol production capacity, announced on Tuesday that it was indefinitely delaying construction of a new plant in Minnesota, its second plant in that state to be delayed. VeraSun hopes to emerge from bankruptcy as an intact company, but it is possible the company will be sold off in pieces.


Vale: ações encontram forte resistência e podem retomar tendência de baixa

novembro 5, 2008

Por Rafael de Souza Ribeiro, InfoMoney.

Desde a mínima de R$ 20,24 no dia 27 de outubro até a máxima de R$ 28,35 registrada na última sessão, as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) valorizaram-se expressivos 37%, amparadas por uma LTA (Linha de Tendência de Alta) de curto prazo.

Porém, como verificado no gráfico diário, os papéis da mineradora encontraram mais uma vez a LTB (Linha de Tendência de Baixa) de longo prazo, forte barreira que vem impedindo maiores avanços desde junho.

Além da resistência significativa, as ações respeitaram a margem superior das Bandas de Bollinger, que agora deixam os papéis da companhia em uma tendência lateral, operando entre a resistência de R$ 29,00 e o suporte de R$ 20,00.

 

Ajuste

Na visão de Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora, o sinal de reversão para baixa acontecerá quando o ativo perder com consistência sua LTA de curto prazo, encontrando assim seu primeiro suporte na casa de R$ 25,50.

Abaixo deste patamar, as ações, segundo a equipe da Focques Analistas Técnicos, testam a casa de R$ 23,00, para logo após depararem com os R$ 20,00, onde se localiza o principal suporte do gráfico diário e semanal.

Perdido este perímetro importante, os analistas da Focques acreditam que as ações ingressem em um “intenso processo baixista”, com objetivo na faixa entre R$ 17,30 e R$ 16,00.

 

Sinal de reversão

Assim como o Ibovespa, as ações da mineradora revelaram um sinal importante de alta, representado aqui pelo engolfo de alta (corpo do segundo candle cobrindo por completo o primeiro candle) no gráfico semanal.

Tecnicamente, como ressalta Juliano Carneiro, “ainda não formamos um pivot de alta no gráfico semanal, que seria importantíssimo para marcar a reversão”, mas a força do candlestick não deve ser descartada.

Na visão do consultor, somente o rompimento da LTB sacramentará a reversão total para alta, com próximo objetivo em R$ 31,10. Acima deste patamar, os analistas da Focques vêem resistência em R$ 33,00, que uma vez ultrapassada, cobre o gap do gráfico diário e leva os papéis até R$ 36,00.


Aracruz to Unwind Bad Bets on Currency

novembro 5, 2008

By JOHN LYONS Wall Street Journal.

 

SÃO PAULO, Brazil — Brazilian pulp giant Aracruz Celulose SA, which owes more than $2 billion to a group of banks due to soured currency bets, reached a deal that will let it pay off its losses over a number of years.

The deal, between Aracruz and a handful of banks, saves the company from a potentially crippling payment, but will leave it with a debt load for years.

The deal’s hefty price tag underscored the amount of damage suffered by some Latin American companies from sharp moves in global currencies during the financial crisis. Many of these companies bet that the commodity boom would continue to drive up currencies like the Brazilian real against the dollar. But Latin American currencies crumbled in recent months as investors cut risk and fled currencies of commodity producers.

The losses are concentrated in Brazil and Mexico. In Brazil, the list includes industrial conglomerate Grupo Votorantim and poultry company Sadia. In Mexico, cement maker Cemex SAB and tortilla maker Gruma announced losses. The country’s third biggest retailer, Controladora Comercial Mexicana, filed for bankruptcy proceedings.

It could take five to 10 years for Arazcruz to pay back the $2.13 billion it owes to the banks, said Itau Securities analyst Marcelo W. de Brisac. Paying off the debt will make it harder for the company to fund investments, limiting future growth. Terms of the repayment will be determined by the end of the month.

“All growth plans are now out the window,” said Mr. de Brisac. The company’s debt service payments will equal bout 40% of its earnings before interest, taxes and amortizations, he estimates.

The losses have put a snag in other arrangements. Aracruz was being acquired by Grupo Votorantim when it disclosed the losses. The deal is on hold and it’s not clear when it will be revived.

Aracruz’s arrangement with its banks, released by the company in a statement to regulators, may show that the firms hit by the losses are resolving their problems in an orderly fashion. Aracruz’s share price, which had fallen some 70% since September on concerns about the derivatives losses, rose Tuesday.

Aracruz’s deal shows that some banks will be forced to deploy their own capital to finance repayment of currency losses. Those fears were behind Monday’s merger of Itaú Holding Financeira SA and União de Bancos Brasileiros SA. Brazilian bank shares rallied for a second day Tuesday on hopes that the consolidation of banks will continue.


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